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Brasil

Gravação cita propina a prefeito do Mato Grosso

18 Mai 2007 - 17h41

O prefeito de Sinop (MT), Nilson Aparecido Leitão (PSDB), preso pela Polícia Federal na Operação Navalha, é citado por funcionários da construtora Gautama em gravações telefônicas como beneficiário de propina no valor de R$ 200 mil.

Na próxima quarta-feira (23), a prefeitura iria assinar a liberação de um empréstimo com o BNDES para a construção de uma rede de esgoto no município. A obra, orçada em cerca de R$ 40 milhões, seria realizada pela Gautama, que faz parte do consórcio de empresas que venceu a licitação.

O procurador jurídico da prefeitura, Astor Reinheimer, afirma que Leitão é inocente. “Ele é uma pessoa muito humilde. Não é apegado a bens materiais”, disse. Segundo ele, a gravação não pode servir como prova contra o prefeito, que nas investigações da Polícia Federal (PF) aparece em uma gravação em vídeo feita nos dias 20 e 21 de março deste ano em Brasília.

O procurador conta que Leitão visitava ministérios para apresentar a documentação da obra e tentar acelerar o processo de liberação das verbas. Na sala de ginástica do hotel, encontrou-se com o proprietário da Gautama, Zuleido Soares de Veras. De acordo com o procurador, o encontro não incrimina o prefeito. 

Ainda segundo Reinheimer, o pedido de prisão contra o prefeito foi embasado pelo depoimento de um agente da Polícia Federal (PF) que também seguiu os passos de Jair Pessine, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Sinop, em Brasília.

 

Pessine teria ido ao escritório da construtora e saído de lá com uma sacola preta, dentro da qual supostamente haveria uma quantia em dinheiro endereçada ao prefeito. O ex-secretário e o prefeito teriam voltado a Mato Grosso no mesmo vôo.
 
“Posso assegurar que não há nenhuma prova robusta, clara, de que ele tenha recebido ou pedido propina”, disse o procurador. “A concorrência foi homologada, publicada nos órgãos de imprensa”, argumentou, ressaltando que no processo não consta nenhuma denúncia contra o processo licitatório.

O advogado Cláudio Alves, que defende o ex-secretário Jair Pessine, afirma que não houve irregularidade no processo de licitação e alegou que os recursos do BNDES destinados à obra sequer foram liberados. Alves informou ainda que Pessine se desligou da prefeitura em janeiro e que não teve envolvimento em nenhuma irregularidade.

 

 

G1

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