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Governo fechou torneira para Pan-07, diz ministro

4 Jul 2006 - 09h42
O governo federal não irá liberar a partir de agora nem mais um centavo para pagar compromissos assumidos por outros no que se refere aos Jogos Pan-Americanos de 2007. Essa foi a "decisão de governo, não só da pasta" confirmada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., em entrevista à Folha, na qual discutiu o aumento do investimento federal de R$ 130 milhões para R$ 1,3 bilhão e Olimpíada e Copa.

FOLHA - O senhor já disse que para este ano a participação do governo federal no Pan chegou ao limite, em referência a um pedido de verba da Prefeitura do Rio. E para 2007?
ORLANDO SILVA JR. - Já chegamos ao limite da nossa participação no Pan. Somando todos os investimentos, de todos os órgãos, hoje o governo federal já é sócio majoritário do empreendimento dos Jogos Pan-Americanos. Isso nos dá satisfação, já que são Jogos do Brasil. Agora o que é inaceitável são os compromissos que foram firmados por cada um dos entes não serem cumpridos por eles. Estamos na reta final da realização do Pan, e não há margem de manobra. Agora cada um tem que cumprir sua tarefa.

FOLHA - Como é que novos pedidos de verba serão tratados?
SILVA JR. - Tivemos uma conversa de governo sobre esse assunto porque houve sondagens informais acerca de ampliar a responsabilidade federal. E foi uma avaliação de governo, não só uma opinião do Ministério do Esporte, a de que não devemos mais arcar com o ônus de assumir tarefas que não são nossas. Se for para colaborar para preparar a delegação, temos interesse em ajudar, mas não assumir tarefa dos outros.

FOLHA - O governo federal vem divulgando mais o montante que investe no Pan, o que não vinha fazendo. O que mudou?
SILVA JR. - É que percebemos que havia uma apropriação indevida do evento que omitia a participação do governo federal. É correto que a sociedade da cidade do Rio, do Estado, do país saibam da relevância que o governo federal dá ao Pan. Importância que era negada por vezes por alguns parceiros. O que não é correto é fazer cortesia com o chapéu alheio. É preciso que a sociedade saiba a responsabilidade que cada setor assumiu. É inaceitável a cortesia com o chapéu alheio.

FOLHA - O senhor teme que esse comportamento possa comprometer futuras candidaturas à Copa ou aos Jogos Olímpicos?
SILVA JR. - Não. A Copa vai ter várias sedes. A CBF já toma providências para identificar cidades que possam receber seus jogos. Já uma nova candidatura à Olimpíada exigiria protagonismo maior do governo federal desde a apresentação da candidatura, o que nos permitirá fazer estudos mais consistentes [do que os feitos para a candidatura do Rio a 2012] e produzir um dossiê para que possamos disputar com mais força a candidatura. Imagino que uma postulação do país a 2016 tenha presença decisiva do governo federal.

FOLHA - Por que é necessário tanto dinheiro público para o Pan? Ele não se sustenta sozinho?
SILVA JR. - Nenhum evento esportivo desse porte é viável apenas com investimento privado, porque ele não acontece apenas nas arenas, nas piscinas, nos ginásios e nos estádios. Um evento que trará milhares e milhares de participantes de todas as Américas, exige investimento em infra-estrutura, transporte, segurança, promoção do país no exterior.

FOLHA - O limite de entrega das instalações esportivas foi esticado para até junho de 2007...
SILVA JR. - Tenho a impressão de que todas as instalações serão entregues antes de junho, inclusive para permitir eventos-teste para verificar as reais condições desses equipamentos. Seria temerário se o contrário ocorresse.

FOLHA - O Pan brasileiro será melhor do que o de Santo Domingo?
SILVA JR. - Tenho certeza.
 
Folha Online

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