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Brasil

Goleiro Bruno divide ala de presídio com megatraficante

8 Set 2010 - 11h46Por R7

Acostumado a festas, onde era cercado por mulheres seja em seu condomínio de luxo no Rio de Janeiro, seja em seu sítio com piscina em Minas Gerais, o goleiro Bruno Fernandes - acusado de matar a ex-amante Eliza Samudio - vive agora uma rotina bem mais modesta no presídio de Bangu 2, na zona oeste da capital fluminense.

O atleta, que já foi estrela do Flamengo, divide a área em que está isolado com seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, - também acusado de matar Eliza - e com Francisco Paula Testas Monteiro, mais conhecido como Tuchinha, criminoso condenado a 43 anos de prisão porque atuava como chefão do tráfico na Mangueira, favela da zona norte do Rio.

A área chamada de Banguzinho é composta por oito celas pequenas e por um espaço central para o banho de sol - cada um deles ocupa uma cela. No lugar, eles conseguem conversar, apesar de estarem isolados.

Bruno chegou ao Rio no último dia 26. Ele tem prisão preventiva decretada pela Justiça de Minas Gerais sob a suspeita de ter participado do sumiço e da morte de Eliza, que desapareceu em 9 de junho passado. A jovem foi morta em Vespasiano, de acordo com as investigações da polícia mineira. No Rio, o goleiro foi denunciado por agressão, sequestro e tentativa de aborto. Por isso, a dupla vai passar 30 dias em Bangu para participarem de audiências de testemunhas no Fórum de Jacarepaguá, na zona oeste.

A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) isolou o goleiro para garantir a segurança dele. Somente outros dois presos ocupam essa ala. O atleta foi colocado nesse espaço para evitar possíveis problemas com outros detentos.

...Bruno já esteve com Tuchinha antes. Assim que foi preso, no Rio, em 7 de julho, o goleiro passou a noite em uma delegacia e, no dia seguinte, foi encaminhado para Bangu. Naquela ocasião, o atleta já havia divido a ala com o traficante.

Ao menos nessa ala, os presos não usam uniformes. O traje habitual costuma ser bermuda, camiseta e chinelos.

O goleiro, assim como os demais presos dessa parte de Bangu 2, não tem direito a visitas de parentes e de amigos, somente de advogados. Para distração, os detentos tem acesso a TV e material para leitura.

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