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Brasil

Gel de limão pode ajudar na prevenção à aids

14 Jul 2004 - 16h35
Um simples limão pode conter resposta para a prevenção da Aids, permitindo a elaboração de um gel vaginal capaz de destruir o HIV, protegendo milhões de mulheres durante as relações sexuais. A informação é de uma pesquisa feita por uma equipe australiana, inspirada nas antigas tradições rurais do sudeste asiático.

Na região, o suco de limão é usado como contraceptivo pelas mulheres, pois sua acidez mata os espermatozóides. O grupo australiano dirigido por Roger Short, da Universidade de Melbourne, cujos trabalhos devem ser apresentados na conferência internacional sobre a Aids, garante que uma solução à base de limão, testada em laboratório, pode matar o vírus que causa a doença.

"Se os testes clínicos confirmarem que o uso do suco de limão na vagina é aceitável, seguro e eficaz, pode ser um germicida natural", resume o trabalho. Os pesquisadores se esforçam para descobrir germicidas, já que servem de alternativa ao preservativo em matéria de prevenção da Aids. Um creme ou gel germicida seria particularmente útil na África, onde as mulheres representam mais da metade dos 25 milhões de soropositivos e são particularmente vulneráveis.

Como vivem em uma situação de submissão, não conseguem forçar seus parceiros a usar o preservativo. Discreto e barato, um gel germicida que suporte o calor e não precise ficar na geladeira seria o ideal. Apenas um germicida, uma molécula chamada nonoxynol-9, foi testado até agora em um grupo de mais de 400 prostitutas na África ocidental, África do Sul e Tailândia. O resultado foi desastroso.

As pessoas que utilizaram o nonoxynol-9 três vezes ao dia ou mais corriam o dobro do risco de serem infectadas pelo vírus da Aids do que as que receberam o placebo. O remédio, um produto químico potente, irritava a mucosa vaginal e as lesões criadas facilitavam a entrada do vírus no sangue.

Outros seis amplos estudos clínicos de germicidas estão em andamento ou prestes a começar. Este tipo de pesquisa recebeu um novo impulso com a criação da International Partnership for Microbicides, que olha com certo ceticismo o estudo sobre o limão.

"O conceito se apóia em uma regulação do PH (acidez) da vagina e isto já é muito pesquisado desde o Buffer Gel", declarou um especialista. "Ao procurar um super germicida talvez tenha se deixado de lado a simples bicicleta", declarou na semana passada à publicação britânica Nature.

A equipe de Roger Short testou várias soluções do suco de limão no esperma humano infectado com o HIV. O vírus não foi afetado quando exposto a uma solução com 2% de suco de limão durante uma hora. Entretanto, a sua redução foi drástica quando a concentração da substância subiu para 10%. Além disso, o produto é tóxico.

Uma solução concentrada em 20% permitiu destruir 90% do vírus em dois minutos, mas mostrou sinais tóxicos. Ainda será necessário um longo período de testes para que os limões possam ser utilizados com este fim.

Terra / AFP

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