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Funcionário xingado de burro e incompetente leva R$ 7 mil

5 Set 2007 - 13h35

Chamado de "burro" e "incompetente" pelo seu chefe, o vendedor Eduardo Vitório Affini, funcionário da empresa Elevadores do Brasil Ltda, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, ganhou na Justiça uma indenização de R$ 7 mil para reparar as humilhações que passou na frente de clientes e dos colegas de trabalho.

A indenização foi decidida, por unanimidade e em segunda instância, pelo Tribunal Regional do Trabalho, da 15ª Região de São Paulo, que confirmou a sentença dada em primeira instância, em setembro de 2006.

A empresa, ligada à Otis Elevadores,vai recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Affini começou a trabalhar na empresa novembro de 2003 como vendedor de planos de manutenção de elevadores e foi demitido em dezembro de 2004 sem justa-causa.

"Assim que ele começou a trabalhar, entrou um novo gerente, que insistia em chamá-lo de burro e incompetente e ainda dizia que, se houvesse um exame toxicológico, ele estaria fora da empresa", conta o advogado Anderson Gasparine, defensor de Affini.

Segundo ele, testemunhas comprovaram as humilhações que o colega passou diante de todos. "Ele (Affini) foi muito maltratado pelo gerente, que acabou por demiti-lo em dezembro de 2004", acrescentou o advogado.

Segundo Gasparine, a indenização terá correção monetária desde a data da sentença em primeira instância, devendo chegar a R$ 8 mil. Em segunda instância, Gasparine pediu R$ 100 mil de indenização, não aceita pelo TRT, que também descartou absolver a empresa sob alegação de que as provas eram frágeis.

"Não estou satisfeito e este dinheiro não paga as humilhações passadas por meu cliente passou, mas por outro lado, minimiza a dor e dá a sensação de punição para a empresa", comentou.

A advogada Rosana Rodrigues de Paula Alves, que defende a Elevadores do Brasil Ltda, cujo escritório foi fechado em Rio Preto há cerca de quatro meses, ficou sabendo hoje da decisão, publicada na última sexta-feira.

Segundo ela, é certo que haverá recurso ao TST, mas não antecipou detalhes da decisão da empresa.

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