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“Fui injustiçado vou provar que não sou corrupto”, diz Marcelo Barros

16 Set 2010 - 15h03

 

O vereador Marcelo Barros (DEM) quebrou o silêncio que mantinha desde o dia da deflagração da Operação Uragano, da Polícia Federal, que o envolveu como suspeito de compactuar com o prefeito Ari Artuzzi e outros vereadores de esquema de corrupção e fraudes em licitações. Marcelo , que foi prejudicado em suas pretensões como candidato a deputado estadual, assegurou com convicção que é “inocente nesta farsa toda que foi montada”, acrescentando que vai às “últimas consequências para provar que não tem envolvimento algum com a quadrilha que tomou de assalto a prefeitura nos últimos meses”.

 

Marcelo Barros mostrou documentos que comprovam que desde a sua posse como vereador vem denunciando os desmandos e falcatruas cometidos pela administração. “Todas as mazelas e fraudes que apareceram agora, denunciadas pelo senhor Passaia, já haviam sido denunciadas por mim”, lembrou o vereador estranhando que agora o secretario de Artuzi “que sempre foi beneficiado pelo esquema corrupto que defendia, tenha tido um rompante de honestidade e envolvido pessoas de bem na confusão que armou”. Marcelo questiona as reais intenções do jornalista nesse episódio e indaga: “a quem ele estava servindo, de fato?”

 

Entre as fraudes que estão expostas na mídia somente agora, Marcelo lembra que denunciou, entre outras coisas, o superfaturamento do transporte escolar, a empresa que realizava mais de 80 serviços dentro da prefeitura e funcionava em um casebre, a extorsão que o prefeito pretendia fazer com o aumento do IPTU e ainda a “farra com dinheiro público” na contratação de empresas para realizar limpeza na cidade, entre uma dezena de outras arbitrariedades e ainda os desmandos com a saúde onde se desviava dinheiro público deixando a população sem remédios e atendimento digno.

 

Marcelo Barros acredita que uma das razões para ter sido envolvido por Passaia nesta trama é o fato de estar “bem nas pesquisas de intenção de voto para a vaga que disputo como candidato a deputado estadual”. O vereador afirma que por várias vezes recebeu aviso de “mensageiros” do prefeito que deixava clara a sua intenção em “acabar com o Marcelo Barros”. “Por fazer oposição eu era encarado como inimigo do Ari Artuzi e muitas vezes sofri agressões e ameaças por conta disso”, revelou.

 

“Já disse uma vez que ameaças não me calariam. Agora garanto a todos que não vou desistir diante desta falsidade que levantaram contra minha pessoa”, ressalta Marcelo Barros ao avaliar como “derrota em uma batalha”, mas não o fim da guerra contra a corrupção que emperrava o desenvolvimento da cidade de Dourados e que ele sempre denunciou na Câmara de Vereadores.

 

O vereador disse entender o sentimento de revolta das pessoas diante de tanta “bandalheira”, mas destaca que é preciso dar condições e tranqüilidade para que tudo se resolva de acordo com as normas e leis existentes. “No meu caso vou provar que diante da insistência do senhor Passaia em me subornar eu armei um flagrante para responsabilizá-lo e ele simplesmente não pareceu na hora e local combinados”, revelou Marcelo Barros.

 

“Continuarei morando em Dourados. Não vou fugir de minhas responsabilidades. Fui eleito para cumprir um mandato de vereador e vou continuar honrando todos aqueles que confiaram e ainda confiam em mim”, desabafou o vereador. Quanto à campanha eleitoralç, na disputa pela vaga de deputado estadual, Marcelo tem a consciência de que “agora tudo ficou mais difícil”, mas não vai retirar sua candidatura em respeito aos que o apóiam.

 

Marcelo  Barros acredita que muita coisa ainda irá acontecer deflagrada pela Operação Uragano que a Polícia Federal realizou em Dourados. “Estamos tranquilos com relação à nossa participação neste episódio e certos de que o caminho a seguir, independente de quem seja o prefeito de Dourados, é continuar fiscalizando e denunciando; cumprindo o papel do vereador”, concluiu.

 

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