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Força Sindical e sindicato libertam trabalhadores da usina incendiada em Água Clara

30 Mar 2011 - 14h15Por Fátima News

A Eletrosul, dona da obra, ouviu as denúncias dos trabalhadores conta a construtora Engevix e Galvão, hoje pela manhã em Campo Grande

Os cinco trabalhadores presos e acusados de atear fogo alegam inocência e denunciam sessão de espancamento da PM na delegacia de Água Clara

Os cinco trabalhadores acusados injustamente de terem ateado fogo nos alojamentos, veículos e outras repartições no canteiro de obras da usina São Domingos que está sento construída no município de Água Clara, foram soltos ontem por intervenção da Força Sindical e do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada de Mato Grosso do Sul (Sinticop/MS). Eles foram trazidos para Campo Grande onde farão exames de corpo de delito, pois alegam que foram espancados por policiais militares desde a tarde de quinta-feira (24), quando foram presos.

Hoje pela manhã eles estiveram na sede do sindicato, em Campo Grande, na presença de representantes da Eletrosul, dona da obra que está sendo construída pela Engevix e Galvão, que são acusadas pelos trabalhadores de inúmeras irregularidades, maus tratos, exploração de trabalho não remunerado e condições subhumanas de vida oferecida aos mais de mil trabalhadores que autam no local.

Renato Bunn, chefe de gabinete da presidência da Eletrosul se reuniu com os trabalhadores que estavam presos e com a diretoria do sindicato e da Força Sindical (nacional e regional), que estão acompanhando o caso desde o início dos conflitos. Renato disse que a Eletrosul tem o maior interesse em ver todas as questões levantadas pelos trabalhadores resolvidas. Ele se inteirou das denúncias e recebeu um ofício assinado pelas entidades sindicais constando 12 itens relativos aos problemas enfrentados pelos trabalhadores naquele canteiro de obras em Água Clara.

Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul e Estevão Rocha dos Santos, vice-presidente da entidade, estivam presentes à reunião hoje pela manhã com os trabalhadores. Eles receberam representantes da executiva nacional da Força Sindical que também estiveram em Água Clara, vendo in loco os problemas. Sales José da Silva, é diretor da nacional. Ele falou que a central vai acompanhar a resolução de todos os problemas levantados no local, como falta de pagamento, questões de higiene, truculência dos seguranças da empresa e tantos outros.

Marino Gomes de Oliveira, presidente do Sinticop/MS, responsável pela assistência àqueles trabalhadores da usina também vai acompanhar permanentemente o desenvolvimento dos trabalhos naquele canteiro de obras. “Não vamos permitir que os trabalhadores sejam lesados e injustiçados”, comentou. A CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) também está apoiando os trabalhadores da usina. José Lucas da Silva, diretor da central em Mato Grosso do Sul esteve hoje pela manhã na sede do Sinticop onde os trabalhadores formalizaram as denúncias.

TRUCULÊNCIA– Joel Carvalho dos Santos, 26 anos, carpinteiro, Otair Francisco Clementino, 23 anos, armador; José Alfonso Soares, 22 anos, armador; José Airton de Medeiros, 42 anos, Pedreiro e Franklan Ferreira dos Santos, 34 anos, feitor, alegam inocência e que estavam em meio aos mais de 800 trabalhadores no dia em que muitos deles resolveram por fogo em quase tudo. “A polícia chegou depois que tudo já pegava fogo e nos pegou em meio às pessoas como se fôssemos culpados. Eles queriam culpar alguém e nos pegaram aleatoriamente”, conta Franklan Ferreira que tem hematomas nas costas, braços e peito, provocados por espancamento que recebeu desde os primeiros momentos em que foi detido.

Eles contaram que até armas sobre suas cabeças os policiais colocam na delegacia em Água Clara e que os teriam obrigado a assinar “vários papéis, vários documentos que nem sabemos do que tratavam”, conta Joel Carvalho que está com problema de audição no ouvido direito, provocado pela arma que foi “enfiada” no seu ouvido.

REIVINDICAÇÕES– Os trabalhadores da Usina São Domingos fazem as seguintes reivindicações às empresas Engevix e Galvão, conforme documento elaborado pelo Sindicato e Força Sindical e entregue também à Eletrosul:

1 – Faltas inexistentes descontadas. Os trabalhadores reclamam do desconto de dias, sem que os mesmos tenham faltado. Quando reclamam são forçados a pedir demissão e assediados moralmente;

2 – Truculências dos seguranas – A segurança patrimonial Rondai não está qualificada para tratar com os trabalhadores e acaba perdendo a razão e agredindo os mesmos.

3 – Maus condições dos alojamentos – Os trabalhadores reclamam que há vazamento de esgotos próximo aos vestiários, alojamentos e até dos refeitórios, provocando cheiro insuportável;

4 – Falta de pagamento de horas extras;

5 – Diversos problemas nos horários de refeições (muita fila) – Os trabalhadores denunciam que há apenas uma catraca para controlar a entrada centenas de pessoas no refeitório;

6 – Isolamento por falta de comunicação com seus familiares;

7 – Baixos salários – Reivindicam que o sindicato da categoria tenha acesso ao contrato entre a Eletrosul e o consórcio para que possa ser negociado em momento oportuno melhores salários para os trabalhadores;

8 – Falta de transportes durante a semana – Eles reclamam que são proibidos de ir para a cidade durante a semana, mesmo que tenham necessidades e que só é permitida a ida dos encarregados e que a empresa fornece transporte somente para esses;

9 – Pagamento das horas “in intineres” – reivindicam que a empresa pague as horas referentes entre a saída do alojamento ao local de trabalho e vice-versa.

10 – Libertação dos trabalhadores detidos pela polícia de forma arbitária;

11 – Reivindicam que seja constituída a figura do delegado sindical como interlocutor “Sindicado dos trabalhadores, consórcio e Eletrosul”

* Assessor de Imprensa da Força Sindical Mato Grosso do Sul

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