Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
segunda, 6 de abril de 2020
SADER_FULL
Busca
MEDICAL CENTER - POLONIO
Brasil

Fome e má distribuição de renda acirram desigualdade social

6 Jul 2004 - 10h40
Os jovens que fizeram a prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio no ano passado (Enem/2003) acreditam que a desigualdade social é a maior causa da violência no Brasil. A fome, a má distribuição de renda e a favelização das cidades foram apontadas como fatores que acirram o processo de desigualdade e provocam violência na sociedade.

A pesquisa foi divulgada hoje à Agência Brasil pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação (Inep/MEC), responsável pela aplicação das provas de redação. No ano passado, o tema foi: “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”. Mais de 600 professores corrigiram os textos de 1,2 milhão de alunos, transcrevendo os trechos em comum. A falta de escolaridade e a desestruturação familiar também foram citadas pelos estudantes como causas do problema da violência.

Para a socióloga Maria Stella Grossi, professora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB), o fato de os estudantes apontarem a desigualdade social como uma das causas da violência demonstra certa maturidade no modo de encarar a questão. Segundo ela, os jovens costumam colocar a culpa pela violência na situação de pobreza da população.

“É uma forma um pouco mais sofisticada de os jovens perceberem o problema. Significa uma compreensão um pouco mais complexa da questão, porque acaba condenando a população pobre como sendo geradora de violência”, avalia a socióloga, que estuda a opinião da sociedade sobre a violência há mais de 10 anos.

De acordo com ela, mesmo com o avanço é preciso chamar a atenção para o surgimento, cada vez maior, das camadas médias e ricas da sociedade nas estatísticas de violência, não apenas como vítimas, mas como protagonistas. “É um fato para o qual precisamos estar atentos, porque senão poderá levar à idéia, ainda um pouco direcionada, de que quem é negativamente contemplado, ou negativamente privilegiado, gera a violência”, alerta a especialista.

Outro ponto que Stella ressalta é o fato de os jovens detectarem a falta de escolaridade como uma das causas da violência. “Não é tanto a falta de escolaridade, mas sim a falta de escolas, o que pode significar uma lacuna, cujas conseqüências, mais imediatas ou mais remotas, podem ser geradoras de comportamentos violentos”, explica.

O Enem acontece todos os anos e tem o objetivo de avaliar a qualidade do aprendizado dos alunos que estão terminando o ensino médio, ou que já se formaram e querem testar seus conhecimentos.
 
Agência Brasil

Deixe seu Comentário

Leia Também

CORONAVÍRUS NO MS
Fátima do Sul aparece com 2 casos suspeito de coronavírus, MS tem jovem de 21 anos confirmado, VEJA
CORONAVÍRUS NO MS
Coronavírus em MS, Confira os gráficos de como está a situação no Estado
MUNDO DA MÚSICA
Dupla de MS briga com Naiara Azevedo por publicar música sem autorização
332 MORTOS
Casos de coronavírus no Brasil em 3 de abril
TODOS CONTRA CORONAVÍRUS
Grupo Boticário doa 216 ton. de itens de higiene e anuncia apoio à compra equipamentos hospitalares
CORONAVÍRUS NO BRASIL
Mandetta responde críticas de Bolsonaro: 'quem tem mandato fala, quem não tem, trabalha'
252 MORTOS
Casos de coronavírus no Brasil em 2 de abril
ASSASSINATO
Menina de 13 anos que estava desaparecida é encontrada morta com sinais de espancamento
DOURADOS - POLONIO IMÓVEIS
Polonio Imóveis informa em como pedir a pausa de 3 parcelas no financiamento imobiliário da Caixa
OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Farmácias abrem mais de 2 mil vagas de emprego; salários chegam a R$ 7.500