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Fiscalização de fertilizantes contribui para qualidade da agrícultura

26 Fev 2010 - 09h42Por Mapa

É responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fiscalizar insumos usados exclusivamente na agricultura. Rotineiramente, a produção e comercialização de fertilizantes, inoculantes (bactérias que fornecem nutrientes em simbiose com as plantas) e corretivos (calcário agrícola para adequar a acidez do solo) são acompanhados por 120 fiscais federais do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária (DFIA/SDA). Os profissionais inspecionam instalações de fábricas, o processo produtivo, coletam amostras na indústria e no comércio e enviam para análise na rede oficial de laboratórios.
As empresas que fabricam e importam esses produtos são registradas no Mapa. Hoje, o cadastro do DFIA tem aproximadamente 1.200 estabelecimentos produtores e mais de cinco mil comerciantes habilitados a vender fertilizantes, inoculantes e corretivos.

Se bem utilizados na agricultura, esses insumos básicos contribuem para aumentar significativamente a produção de frutas, verduras e legumes. O Brasil é o 4º maior consumidor mundial de fertilizantes minerais (extraídos de rochas). No ano passado, foram utilizadas cerca de 22 milhões de toneladas de insumo, sendo aproximadamente 70% importado. Também em 2009, o consumo de calcário (corretivo) foi de 19 milhões de toneladas e de inoculantes chegou a 25 milhões de doses.

Fiscalização - No ano passado, foram coletadas sete mil amostras de produtos, representando 1,4 milhão de toneladas. A divulgação dos resultados deve ocorrer em março. Nas análises é verificada a qualidade dos insumos em relação ao conteúdo de nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio. Também são observadas as características necessárias para a aplicação do produto como umidade, uniformidade do tamanho das partículas e densidade.

A fiscalização do DFIA é responsável também pela identificação de possíveis contaminantes em produtos, como metais pesados tóxicos. Essa medida contribui para evitar a degradação do solo e garantir alimentos livres desses resíduos.

"Vários tipos de fertilizantes estão à disposição dos agricultores, atendendo às diferentes regiões e culturas do Brasil. Os sólidos são aplicados no solo. Os líquidos podem ser usados nas folhas ou na irrigação. Já os inoculantes são misturados às sementes e potencializam a absorção de nutrientes", explica o coordenador da área de fertilizantes, inoculantes e corretivos do DFIA, Hideraldo José Coelho. (Leilane Alves)

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