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Fila dos transplantes dobra nos últimos 5 anos em MS

26 Nov 2004 - 15h50
O número de transplantes de órgãos em Mato Grosso do Sul tem apresentado redução, comparado ao ano passado, enquanto a fila de pessoas à espera de um órgão vem aumentando. Em cinco anos, o número de pacientes aguardando por um rim, por exemplo, passou de 150 para 308.
Segundo a Central de Transplantes, até 25 de novembro, foram 29 operações de rim no Estado, nem a metade dos 61 procedimentos feitos nos 12 meses do ano passado. Uma diminuição de 52%.
O dado é preocupante, uma vez que em 2003 o Mato Grosso do Sul foi o primeiro Estado do País em transplantes de rim. A queda neste ano é estendida também ao transplante de coração, por exemplo, que não teve qualquer cirurgia neste ano. Em 2003, houve um.
De córnea houve um aumento; foram feitos 147 transplantes neste ano, contra 118 no ano passado. Em 2002, foram apenas 56.
Segundo a coordenadora estadual da Central de Transplantes, Claire Miozzo, os números ainda não estão fechados, mas já é possível observar algumas reduções. Se por um lado, os transplantes de córneas já aumentaram, houve redução dos casos de rim. Neste caso, para a coordenadora, se deve ao baixo número de doador cadáver e aos pouco doadores vivos.
Enquanto diminuem-se os transplantes, a fila de pacientes continua. Atualmente, 64 pessoas esperam pela doação de córnea, 17 estão na vaga por coração e 308 aguardam um rim no Estado.
Em novembro do ano passado, eram 270 esperando um transplante de rim. Em outubro de 1.999, quando foi implantada a Central de Transplantes, havia uma fila de 175 esperando por coração, córnea ou rim, sendo 151 para este último. Hoje, são 389 na fila do transplante.
Claire Miozzo explica que a maior dificuldade é em relação aos pacientes renais, que são submetidos à hemodiálise três vezes por semana.
A rotina sofrida é vivida por Márcia Vanderléia Antunes, de 27 anos, há quatro anos. A atendente teve que deixar o emprego e passa parte de sua vida na Santa Casa de Campo Grande.
Casada e mãe de uma menina de 9 anos, Márcia lamenta as mudanças na sua vida: “Não podemos nem viajar mais”. Ela descobriu a doença quando começou a sofrer inchaço e ter a pressão alta.
A jovem já fez os exames de compatibilidade com diversos familiares, que se dispuseram a doar o rim, mas não foi bem sucedida. O mesmo acontece com Zeferina Rodrigues Ribeiro, de 39 anos. Para ela, a hemodiálise tem sido bastante dolorida e já lhe causou necrose no braço. “De tanto amarrar, o braço foi necrosando”, lamenta a paciente, que também está na fila há quatro anos.
 
 
 
 
Campo Grande News

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