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Brasil

FHC diz que Brasil tem medo de não dar certo

17 Set 2004 - 11h13
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, na abertura do encontro "DNA Brasil", nesta manhã, que o maior medo do Brasil é de não dar certo. O evento, realizado em Campos do Jordão, tem o objetivo de discutir e pensar em soluções estratégicas para os problemas do País. O ex-presidente era um dos 50 convidados a participar dos debates, mas teve que viajar para Madri e deixou um depoimento gravado ontem.
FHC falou da vocação do Brasil e citou uma conversa que teve com o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, em um encontro em Camp David. "O ex-presidente Clinton me disse na ocasião: "do que esse país tem medo? O que o ameaça e o que ele deseja?, talvez esse seja o DNA do País". No caso do Brasil, o medo é de perder o ponto, de não dar certo", analisou FHC.
  • "Então, o nosso maior desejo de dar certo tem duas dimensões: uma é econômica, de estarmos entre os maiores, em função do tamanho do País e da população. A outra dimensão é, como temos o tremendo peso da dívida histórica, darmos uma vida mais decente para a população", concluiu em depoimento gravado.

    O problema do Brasil é ética, diz Marina Silva
    Ontem à noite, o evento foi aberto com um jantar no qual se destacaram a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e um dos organizadores, Ricardo Semler. Bastante empolgada com o encontro, a ministra fez questão de ressaltar que não está falando em nome do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mas como mais uma debatedora. "O problema brasileiro não é só de técnica, mas, principalmente, de ética. A ética é a resposta para todos os problemas do País".

    Ricardo Semler destacou que o objetivo dos dois dias de debates é o de reunir pessoas que, normalmente, jamais se encontrariam. "Fala-se muito em globalização, mas a verdade é que não se sabe usar a facilidade da comunicação que a globalização trouxe".

    Discussões do dia
    Durante o dia de hoje, são realizadas cinco salas de discussão com os seguintes temas:

  • Nós no mundo
  • Educar, para quê?
  • Novo jeito de trabalhar
  • Propriedade intelectual x competitividade
  • Tema livre

    Depois, os mediadores de cada sala devem expor os principais pontos que foram debatidos, em uma plenária.

    O evento termina amanhã, após mais um ciclo de discussões. Além da realização anual do evento, o Instituto DNA Brasil publicará, periodicamente, o Índice DNA Brasil, construído a partir de levantamentos do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), da Unicamp, com a ajuda dos 50 convidados do encontro em Campos do Jordão. O índice medirá a evolução real da qualidade do País, unindo dados conhecidos, mas agrupados de forma inédita e abrangente.

    Convidados
    Adélia Prado (Poesia), Adib Jatene (Medicina), Albert Fishlow (Brasilianista), Aziz Ab'Sáber (Geografia), Cândido Mendes (Educação), Carlos Vogt (Pesquisa), Celso Lafer (Diplomacia), Contardo Calligaris (Psicologia), Dalmo Dallari (Direito), Delfim Netto (Economia), Dorothea Werneck (Economia), Edna Roland (Discriminação Racial), Eugênio Staub (Empresário), Fernando J.de Almeida (Educação), Fernando Reinach (Biologia), Fernando Xavier Ferreira (Telecomunicações), Geraldo Cavagnari (Militarismo), Gilberto Dupas (Economia), Gustavo Petta (Estudante), Hélio Jaguaribe (Sociologia), Helio Mattar (Terceiro Setor), Hermano Vianna (Antropologia), Imre Simon (Tecnologia), Isis Lima Soares (Jovem), Janio de Freitas (Jornalismo), João Pedro Stédile (Movimentos Sociais), Jorge Forbes (Psicanálise), Jorge Paulo Lemann (Empresário), Jorio Dauster (Diplomacia), José Alexandre Scheinkman (Economia), José Arthur Giannotti (Filosofia), José Resende (Arte, Cultura), Laura Finocchiaro (Música Popular), Luiz Marinho (Sindicalismo), Luiz Hafers (Agribusiness), Marcelo Freixo (Direitos Humanos), Marcilio Marques Moreira (Economia), Marina Silva, Ministra (Liderança Comunitária), Mayana Zatz (Genética), Miguel Nicolelis(Neurobiologia), Moacyr Scliar (Escritor), Monja Coen Sensei (Zen Budismo), Moyses Nussenzweig (Física), Olgária Matos (Filosofia), Padre Júlio Lancellotti (Excluídos), Paulo Nogueira-Neto (Biologia), Paulo Saldiva (Medicina), Roberto Freire (Política), Roberto Mangabeira Unger (Teoria Social), Roberto Minczuk (Música), Rogerio Cezar de Cerqueira Leite (Física), Rosiska Darcy de Oliveira (Mulher), Rubem Alves (Educação), Silvio Meira (Tecnologia) e Victor Nussenzweig (Biologia).

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