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Brasil

Felipão estraga festa, e Palmeiras vence no Olímpico

16 Set 2010 - 10h02Por Gazeta Esportiva

A noite prometia ser de festa no Olímpico: estádio lotado, aniversário gremista, o ídolo Luiz Felipe Scolari de volta.

Mas, no fim das contas, quem levou a melhor foi o Palmeiras, que bateu o Grêmio por 2 a 1, gols de Marcos Assunção e Ewerthon, interrompendo uma série invicta de cinco partidas do time gaúcho no Brasileirão. Jonas descontou.

O jogo foi marcado por um Grêmio que teve mais posse de bola, mas não competência para furar o bloqueio palmeirense.

O Verdão, por outro lado, defendeu-se com extrema eficiência e, nas poucas chances que teve, conseguiu definir o jogo. Há dez anos o Palmeiras não derrotava o Grêmio em Porto Alegre.

O resultado levou o Verdão a 29 pontos, ultrapassando o Tricolor, que ficou nos 26. Agora, o Palmeiras passa a pensar no Choque Rei, contra o São Paulo, domingo, no Pacaembu.

O Grêmio, por sua vez, viaja até Florianópolis, onde enfrenta o Avaí, também no domingo.

O jogo - Após a vitória de 1 a 0 sobre o Corinthians, no sábado, o técnico Renato Gaúcho decidiu seguir com o sistema 4-4-2. Apesar dos desfalques de Vilson, Rafael Marques e Borges, suspensos, a formatação tática foi mantida. Jogaram como substitutos Paulão, Neuton e André Lima.

Em compensação, o capitão Fábio Rochemback voltou ao time após a lesão no tornozelo.

O Palmeiras, por sua vez, veio desfalcado de Marcos e Lincoln, vetados pelo departamento médico.

O chileno Valdívia começou na reserva, por estar longe do condicionamento ideal, a exemplo do volante Pierre. Cogitado para entrar com apenas um atacante, o Verdão levou a campo Ewerthon e Kleber como dupla de frente.

Lotado por um público empolgado, o Estádio Olímpico recebeu um começo de jogo equilibrado, em que o Grêmio tinha a iniciativa, mas barrava na forte marcação imposta pelo time paulista.

O primeiro lance de perigo ocorreu aos sete minutos: Jonas recebeu belo lançamento de Souza, ganhou na corrida da zaga e arrematou forte contra o gol de Deola, mas a bola pegou na rede pelo lado de fora.

Aos 14 minutos, Ewerthon foi derrubado por Neuton na entrada da área. Na sua especialidade, Marcos Assunção cobrou a falta com perfeição, no ângulo direito de Victor, abrindo o placar.

O gol desestabilizou o Grêmio, que exibia dificuldades para furar o bloqueio armado por Luiz Felipe Scolari.

O Palmeiras, por sua vez, pôde ser fechar e fazer valer os quatro volantes colocados em campo por Felipão.

Ao mesmo tempo, a insistência com Ewerthon em velocidade preocupava os gremistas. Na melhor chance, aos 25, ele ingressou livre na área e obrigou Victor a boa defesa.

O Grêmio respondeu no minuto seguinte. Jonas levantou de puxeta, de costas para a área, e jogou na cabeça de André Lima, mas Deola salvou com um tapinha para escanteio.

A partir daí, o Tricolor passou a controlar a quase totalidade da posse de bola.

Porém, ansioso, o time gaúcho pressionava o paulista, mas errava no último passe.

Aos 36, Souza recuperou bola no meio e Gabriel aproveitou para chutar pela linha de fundo.

Foi a última chance real do primeiro tempo. Nos minutos finais, a torcida ainda pretextou dois pênaltis não marcados pela arbitragem.

No começo do segundo tempo, outra ducha fria no Olímpico. Marcos Assunção levantou com perfeição na cabeça de Ewerthon, que ampliou o placar.

Renato, então, retirou Adilson e Fábio Santos, este muito vaiado, para investir em Lúcio e Roberson, dando maior poder ofensivo ao time.

O Grêmio veio para cima novamente. Como na primeira etapa, o Tricolor pressionava, mas não conseguia arrematar com perigo.

Aos 11, Douglas bateu falta muito alto, por cima. Dez minutos depois, em arrancada de Roberson, Jonas levantou, mas André Lima tocou fraco de cabeça.

A pressão aumentou na metade final da segunda etapa. Aos 27, Jonas deu bonito giro em frente à área, mas Deola mandou para escanteio.

Na cobrança, a bola encontrou a trave alviverde após outro toque do atacante tricolor.

Um minuto depois, novamente Jonas chutou de fora da área, com perigo.

Aos 31, Lúcio cruzou e André Lima cabeceou por cima, impedindo que Jonas, que vinha pronto para finalizar, arrematasse a gol.

Nos descontos, Jonas aproveitou sobra de escanteio e descontou para o Tricolor, premiando a insistência do time gaúcho.

Um consolo insuficiente para a torcida, que deixou o Olímpico decepcionada com uma inesperada derrota no dia do aniversário do clube

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