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Fechamento do Ensino Médio vai parar no Ministério Público em Dourados

20 Mar 2010 - 14h00Por Mídia Max

A Secretaria Estadual de Educação decidiu fechar duas salas de aulas, onde funcionavam o primeiro e o terceiro anos do Ensino Médio na Escola Estadual Dom Aquino, no distrito de Panambi, e acabou prejudicando os estudantes que estão recorrendo ao Ministério Público para garantir a continuidade do curso.

Na manhã desta sexta-feira um grupo de estudantes acompanhados de diretores da Associação de Moradores do Distrito foi até o Ministério Público Estadual pedir ajuda para que o curso não seja extinto na localidade, que fica a 25 km de Dourados.

O presidente da Associação de Moradores, Ademar Peres afirmou que o distrito é um dos maiores produtores de grãos no município de Dourados, e contribui em mais de R$ 7 milhões anualmente com o pagamento de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços).

“Os jovens da nossa comunidade não podem ficar sem o ensino médio”, disse o presidente, ao denunciar que a Secretaria de Educação quer que os alunos sejam transferidos para a Escola Agrotécnica André Capelli, distante cerca de 10 km do distrito. Segundo Ademar os alunos não querem fazer o curso de Técnico em Agropecuária.

O ensino médio da Escola Dom Aquino funciona no período noturno, enquanto o curso em Agropecuária é oferecido em período integral. “Os alunos trabalham durante o dia inteiro e não têm condições de estudar na escola agrícola’, disse o presidente, lembrando que não existe meio de transporte para levar os alunos para as escolas de Dourados.

Entre os estudantes do ensino médio do distrito de Panambi estão dezenas de indígenas que moram na Aldeia Panambizinho. Reginaldo Aquino da Silva, do primeiro ano, disse que se a escola for fechada ele vai parar de estudar.

“Moro na aldeia e tudo fica mais difícil para nós, indígenas”, afirmou. A índia Fabiane Severino Gonçalves disse que a maioria dos alunos está desestimulada com o fechamento do ensino médio.

Reginaldo e Fabiane estão encabeçando um movimento para lutar pelo não fechamento da escola. Depois de reclamarem no Ministério Público, os dois estudantes indígenas pretendem falar com o governador André Puccinelli, que cumprirá agenda em Dourados neste sábado. Eles pretendem entregar pessoalmente ao governador um documento provando a necessidade do ensino médio.

Na sala do primeiro ano estão matriculados vinte alunos, e no segundo, 19. Já no terceiro ano estão estudando apenas quatro jovens. Segundo a Secretaria Estadual de Educação a falta de alunos é um dos motivos do fechamento do curso.

Reginaldo, Fabiane e os diretores da associação de moradores pretendem conversar com a secretária de Educação, caso ela esteja acompanhando o governador na estada em Dourados neste sábado.

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