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Fátima do Sul: “Uma Cidade Comandada Por Mulheres”, por Wagner Cordeiro

16 Abr 2011 - 07h21Por

FÁTIMA DO SUL: UMA CIDADE COMANDADA POR MULHERES

Wagner Cordeiro Chagas

Os machistas que se cuidem. A mulherada está tomando conta do Brasil e do mundo. Seja na política, no meio empresarial, na área da educação, entre outras, as transformações no universo feminino são cada vez mais significativas e estão ajudando a escrever novas páginas de nossa história.

Em minha querida terra natal, Fátima do Sul, esse avanço já ocorre há muito tempo. Muito antes de ter a primeira prefeita (Ilda Machado), a segunda presidenta da Câmara de Vereadores (Maria Jorge Leite da Silva/Mariquinha) – a primeira foi a vereadora Maria Aparecida dos Santos Garcia (Cida Santos/1997-1999) -, as primeiras juízas eleitorais (Katy Braun e Ana Carolina Farah) e agora a primeira comandante do Corpo de Bombeiros (tenente Claudia Karoline Rodrigues, que assumiu o comando do grupamento no último dia 18 de março), as guerreiras do sexo feminino já se destacavam em diversas categorias na cidade Favo de Mel.

Entre anônimas e famosas, foram várias as mães, donas de casa, esposas, trabalhadoras em geral, que lutaram para construir o que é hoje essa cidade. Quem já teve a oportunidade de conversar com os moradores mais antigos daqui, certamente ouviu relatos a respeito das inúmeras senhoras que passavam horas na lavagem de roupa à beira do Rio Dourados. E quanto às primeiras professoras, quantos cidadãos passaram pela instrução educacional dessas verdadeiras heroínas? Existem relatos que dão conta de que algumas mestras saíam de longínquos sítios e fazendas para garantir a formação das crianças e jovens, nas pequenas escolas rurais que existiram no município.  

Em relação à representação política, principalmente no tocante ao Poder Legislativo, as mulheres marcaram e ainda marcam a história local. Conforme levantamento realizado no site da Câmara (www.camaradefatimadosul.ms.gov.br), desde 1976 a população fatimassulense elege uma representante para aquela casa de leis. A primeira vereadora a exercer mandato foi a professora Cida Santos, entre 1977 e 1983. Na legislatura seguinte (1983-1989), Cida exerceu seu segundo mandato. Entre os anos de 1989 e 1993, o poder feminino cresceu, e atuaram como vereadoras Cida Santos e Maria Regina Belenda da Costa. De 1993 a 1997, tivemos Cida Santos, Miriam Martins e Maria Lucélia Figueiredo. Célia Maria Flores, Maria Lucélia e Aurinete da Silva (suplente que atuou por alguns meses) atuaram no quadriênio 1997 a 2000. Entre 2001 e 2004, Maria Jorge Leite da Silva (Mariquinha) e Cida Santos. De 2005 a 2008: Mariquinha e Clarice Barbosa. Na atual legislatura encontra-se o maior número de mulheres: Mariquinha, Nilce de David, Cida Santos e Clarice Barbosa.

Em 2010, nas eleições para deputado estadual, pela primeira vez uma mulher se destacou na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado, a sindicalista Vilma Brito da Silva Leal (Vilminha da cadeira de rodas), que por duas eleições já havia concorrido à uma vaga na Câmara Municipal.

Mulheres escritoras, como exemplo, as professoras Claudia Capilé (autora do livro História de Fátima do Sul) e Vandalira do Nascimento (autora da obra Um Grande Amor), mulheres artistas, como as senhoras Meire Kintshev, Lúcia Cordeiro, Lígia Cristina,Elza Porfírio, entre outras.Mulheres responsáveis por conduzir setores básicos em nosso município, como a educação, a saúde e a segurança pública: Maria Jane (secretária de Educação), Priscila Gazola (secretária de Saúde), Rosa Conceição (Diretora do Hospital da SIAS), Nádia de Souza (delegada da Delegacia de Atendimento à Mulher) e Denise Higa (2ª tenente da Polícia Militar).

 Enfim, dentre as diversas pessoas que ajudaram e ajudam a escrever a história do município de Fátima do Sul, seria uma grande injustiça e falta de bom senso não destacar a importância DELAS nesse processo. Delicadas, porém corajosas, as mulheres fatimassulenses vem somando com a construção de um novo contexto experimentado pelo País e por boa parte do planeta, por meio da merecida conquista de espaços para essas pessoas que por muitos séculos viveram às margens do processo histórico. Construir um novo Brasil, onde mulheres e homens possam ter oportunidades iguais e respeitarem uns aos outros, é uma das condições essenciais para essa nação trilhar os caminhos da tão sonhada sociedade justa e igualitária. A TODAS AS MULHERES: professoras, prefeita, vereadoras, motorista de ônibus, diretoras de escolas e creches, diaristas, enfim, a todas as guerreiras que ajudam a dar esse destaque a nossa Fátima do Sul, meus parabéns!

 
Professor de História em Fátima do Sul-MS, licenciado pela UFGD e fatimassulense da gema. E-mail: wc-chagas@hotmail.com

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