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Faltam armazéns para grãos em 11 regiões de MS

14 Set 2004 - 08h43

Estudo encomendado pela Câmara Setorial de Armazenagem, Logística e Transportes de Mato Grosso do Sul mostra déficits de estocagem em 11 regiões do Estado: Três Lagoas, Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste, Campo Grande, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Bonito, Corumbá, Miranda e Sonora. Além disso, a pesquisa projeta ainda que o déficit de estruturas de armazenamento necessita de recursos para adequar a produção em Mato Grosso do Sul na ordem de R$ 713,9 milhões – R$ 436,7 milhões dentro da fazenda e R$ 277,2 milhões nos centros urbanos.

Se as ações do programa Expansul (Expansão de Áreas Agrícolas do Estado) atingir a meta de aumentar a área cultivada com lavouras em aproximadamente 400 mil hectares/ano, estimando alcançar três milhões de hectares em 2006 e cinco milhões de hectares em 2010, esse investimento subiria para R$ 1,7 bilhão. Para fins de previsão da necessidade de armazenamento, considerou-se que 75% da produção de soja e de milho e 100% da produção de trigo precisam ser estocados em armazéns graneleiros e silos, sendo que no caso do arroz, os armazéns são exclusivos, chegou-se então a conclusão que, levando-se em conta a produção total de grãos estimada para a safra 2004/05, aproximadamente seis milhões de toneladas, o déficit pode chegar próximo a um milhão de toneladas.

Nas perspectivas para os próximos cinco anos a tendência também é de crescimento da falta de espaço para as próximas safras. A região de Dourados, tradicionalmente conhecida como principal pólo de agricultura comercial, é também a com maior potencial de crescimento, onde se estima uma capacidade de duplicação da atual produção para os próximos anos. É exatamente aí que está o problema, pois só no caso da soja, milho e trigo o déficit no armazenamento é de 980 mil toneladas.

Falta de local para armazenar grãos é uma ameaça constante aos produtores agrícolas em todo o País, sendo que em Mato Grosso do Sul este ano os produtores só não sofreram as conseqüências, que a falta de armazenagem resulta, devido à quebra da safra 2003/2004. De acordo com o coordenador da Câmara Setorial de Armazenagem, Logística e Transporte de Mato Grosso do Sul, Carlos Eduardo Duppas, na safra passada os produtores não tiveram problemas com armazenagem no Estado, pois foram surpreendidos pela estiagem e a ferrugem asiática, resultando quebra na colheita.

“Mas se a safra 2004/2005 mantiver crescimento, como foi estimado para a safra passada, deve faltar armazenagem para um milhão de toneladas”, explica Duppas. Para a safra passada, a expectativa de colheita de grãos de soja era de 5,7 milhões de toneladas, mas a estiagem e a ferrugem reduziram esse volume para pouco mais de 3 milhões de toneladas. Duppas informou ainda que o governo federal disponibilizou recursos do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), para que produtores e empresas financiem para investir em armazéns no Estado. “O Banco do Brasil já está analisando diversos projeto”, disse. As informações são do Mídia Max News.

 

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