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Exportações de industrializados de MS já superam 2008 e 2009

18 Out 2010 - 13h37Por Conjuntura Online

As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul nos últimos nove meses deste ano já superaram as registradas nos anos de 2008 e 2009, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

De janeiro a setembro deste ano, as receitas totais alcançam US$ 1,5 bilhão contra US$ 1,2 bilhão de janeiro a dezembro de 2009 e R$ 1,3 bilhão de janeiro a dezembro de 2008.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os dados apurados pelo Radar Industrial no mês de setembro confirmam a previsão de fechar o ano de 2010 na casa de US$ 2 bilhões. “A elevação dos preços internacionais para o complexo carne, o interesse crescente da Europa e Ásia pelo papel e celulose produzido no Estado, a retomada das vendas externas do nosso minério e a alta demanda pelo açúcar vão contribuir para que as exportações de industrializados sul-mato-grossenses continuem aumentando”, explicou.

Além disso, ele ressalta que as receitas obtidas somente com a exportação de industrializados de janeiro a setembro deste ano já superam a receita total de vendas ao exterior  incluindo todas as categorias de produtos exportados pelo Estado obtida em igual período do ano anterior por Mato Grosso do Sul, quando ela foi igual a igual a US$ 1,47 bilhão.

“Ainda no acumulado do ano, constata-se que a participação do setor industrial de tudo o que foi exportado pelo Estado é da ordem de 67,9%, indicando, deste modo, um crescimento de 3,4 pontos percentuais sobre o resultado obtido em igual período do ano anterior, quando a participação era de 64,5%”, detalhou.

O Radar da Fiems também revela que no mês de setembro a receita das vendas externas de industrializados alcançou US$ 203,7 milhões, crescimento nominal de 52,4% sobre igual período de 2009, quando o valor foi de US$ 133,6 milhões.

Já na comparação do acumulado deste ano – janeiro a setembro de 2010 – com o mesmo período do ano passado – janeiro a setembro de 2009 – as receitas tiveram um aumento de 59,4%, saltando de US$ 954,1 milhões para US$ 1,5 bilhão.

Em receita, igualmente aos meses anteriores, setembro de 2010 mantém o mesmo comportamento e também se consolida como o melhor resultado já obtido para o mês em toda a série histórica da exportação de industrializados em Mato Grosso do Sul.

Os US$ 203,7 milhões obtidos no mês passado representam a terceira maior receita mensal de exportação de industrializados dos últimos 12 meses, ficando atrás somente de agosto e junho, ambos em 2010, com valores de US$ 233,8 milhões e 211,3 milhões, respectivamente.

Ainda no mês de setembro, a exportação de industrializados alcançou o equivalente a 658,0 mil toneladas, indicando, deste modo, um crescimento de 21%, em volume, sobre igual mês do ano anterior, quando as vendas externas somaram 545,1 mil toneladas.

Já no acumulado do ano, o volume total alcança 5,1 milhões de toneladas, crescimento de 62% em relação à igual período de 2009, quando foi vendido ao exterior o equivalente a 3,2 milhões de toneladas de produtos industrializados.

Desempenho geral

No ano, 11 dos 13 principais grupos de produtos industrializados exportados por Mato Grosso do Sul apresentaram crescimento em suas receitas, quando comparados com correspondente período do ano anterior, sendo que as exceções ficaram por conta dos grupos “Siderurgia, Metalurgia básica e Metal Mecânica” e “Cimentos”.

Por outro lado, os grupos “Carnes e Miudezas/Cortes, Peças e Carcaças – Complexo Frigorífico”, “Papel e Celulose, embalagens de papel ou papelão e demais artefatos de papel”, “Extrativo Mineral - Minerais Metálicos” e “Açúcar e Álcool” registraram importantes evoluções em suas vendas externas.

De modo semelhante aos últimos boletins, o grupo “Complexo Frigorífico” apresentou um desempenho crescente sustentado, sobretudo, pela elevação ocorrida nas vendas de carnes desossadas e congeladas de bovinos, pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas e outras carnes congeladas de suínos, que proporcionaram uma expansão, em receita, no comparativo com igual período de 2009, equivalente a 29%, 21% e 190%, respectivamente.

Em valores, o ganho adicional somado, decorrente das expansões observadas, foi da ordem de US$ 113,5 milhões. Deste modo, os três produtos em destaque passam a ser responsáveis por 92% de todo o ganho absoluto ocorrido, em 2010, nas vendas externas do complexo frigorífico sul-mato-grossense.

No caso do grupo “Papel e celulose”, o destaque, naturalmente, continua por conta da celulose que foi incorporada à pauta de industrializados no fim do primeiro quadrimestre do ano passado e que registrou, somente em 2010, uma receita de exportação equivalente a US$ 267,8 milhões ou 93% da receita total do grupo.

Outro importante produto é o papel fibra 150g/m² que começou a ganhar destaque no fim de 2009, e que neste ano até o mês de setembro alcançou a marca de US$ 16,8 milhões ou 6% do total.

Por fim, os principais comparadores dos produtos do segmento de papel e celulose sul-mato-grossense, no ano, são a Holanda com 36,2% ou US$ 104,4 milhões e a Itália com 29,6% ou US$ 85,4 milhões.

Já no grupo “Extrativo Mineral – Minerais Metálicos”, o valor alcançado, no ano, equivale a US$ 247,5 milhões. Com destaque para a retomada das exportações de minérios de ferro em bruto, condição que vem se fortalecendo nos últimos meses, tanto que somente em setembro as vendas foram da ordem de US$ 39,9 milhões.

No ano, as vendas externas de minérios de ferro totalizam US$ 228,9 milhões ou 93% da receita total do grupo.

Resultando, deste modo, numa receita 3,0 vezes maior que a obtida em igual período do ano passado, com um volume, na mesma comparação, superior em duas vezes.

No grupo “Açúcar e álcool”, no acumulado do ano, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 201,7 milhões, indicando, sobre igual período de 2009, um crescimento nominal de 95%, resultando em um valor adicional de US$ 98,5 milhões. Já em volume, na mesma comparação, a variação foi de 49%, aumento superior a 167 mil toneladas.

Em relação aos compradores, os principais, até o momento, são a Rússia com US$ 46,2 milhões ou 23%, Índia com US$ 27,0 milhões ou 13,4%, China com US$ 14,0 milhões ou 7,0% e Malásia com US$ 13,3 milhões ou 6,6%.

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