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Exportações de aves têm o melhor trimestre em três anos

15 Abr 2011 - 07h00Por Agência Brasil
No primeiro trimestre deste ano o Brasil exportou  7,7% a mais de aves e produtos do setor do que em igual período do ano passado, com o embarque de 973 mil toneladas. O volume representou um aumento de 23,6% no faturamento do setor, que fechou o trimestre em US$ l,988 bilhão. Além das carnes de frango (principal produto negociado), peru, pato, ganso e outras aves, foram exportados ovos e material genético.

Esse desempenho foi o melhor dos últimos três anos e sinaliza que os países importadores já conseguiram sair da crise financeira internacional de 2008, segundo análise do presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra. “O volume das vendas de frango nos surpreendeu”, disse ele, observando que a reação do mercado foi melhor nos meses de janeiro e fevereiro, quando as exportações do produto aumentaram em 14,8%.

 

No trimestre, as vendas externas de frango cresceram 10,1%, com 933 mil toneladas embarcadas e faturamento de US$ 1,866 bilhão, valor 28,3% acima do registrado no mesmo período de 2010. O principal destino continua sendo o Oriente Médio, que importou 361,8 mil toneladas (alta de 13,8%). Em valor, a expansão foi bem maior: 36,2%, totalizando US$ 673 milhões.

 

Em segundo lugar na lista dos maiores clientes estão os países da Ásia. Pela primeira vez, informou Turra, a China está entre os dez principais mercados, superando a Venezuela. Para a Ásia seguiram 252 mil toneladas, 6,6% mais do que no mesmo período do ano passado, gerando uma receita de US$ 545,2 milhões.

 

O executivo observou que o mercado externo está aquecido e, por isso, os empresários querem ampliar a presença do produto brasileiro na Ásia. Malásia e Indonésia já demonstraram interesse de importar produtos avícolas brasileiros.

 

Em média, o Brasil exporta 35% do que produz no setor, sendo 39% para o Oriente Médio, seguido pela África e União Europeia, ambos os mercados com fatia de 12%.

 

A grande ameaça ao setor, segundo Turra, são o câmbio sobrevalorizado e os custos de produção em alta com a elevação do preço do milho, o principal insumo da produção avícola. Ele destacou que a desvalorização do dólar frente ao real “já chegou a um limite insuportável”, colocando em risco a previsão de crescimento no ano de 3% a 5%. “Tem empresas que já falam em reduzir turnos de trabalho”, disse Turra, porque já começam a ter dificuldades de oferecer produtos a preços mais vantajosos do que os concorrentes.

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