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Brasil

Expo-MS movimentou R$ 114,5 milhões

28 Mai 2010 - 15h48Por Conjuntura Online

A Expo-MS Industrial 2010, realizada pela Fiems de 18 a 22 de maio no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, movimentou R$ 114,5 milhões com financiamentos liberados pelo Banco do Brasil e BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e com a rodada internacional de negócios promovida pela Al-Invest e Zicosul.

Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a segunda edição da feira da indústria de Mato Grosso do Sul ultrapassou em 275% o volume de R$ 30,5 milhões movimentado na primeira edição da feira da indústria, superando todas as expectativas. "Estamos extremamente satisfeitos com esse evento diferenciado", declarou.

Sérgio Longen destacou que a Expo-MS Industrial 2010 se consolidou como uma feira de prospecção de negócios e que teve como objetivo aproximar quem produz de quem compra. "Nós trouxemos para Mato Grosso do Sul um ambiente de negócios.

Focamos o público visitante no setor industrial do Estado e trouxemos para o Centro de Convenções e Exposições Albano Franco palestras de assuntos de interesse para os industriais", lembrou, reforçando que o formato voltado para o fechamento de negócios começa a se enraizar no Estado.

"Ao longo dos cinco dias do evento foram fechados vários negócios e prospectados inúmeros outros entre empresários brasileiros, argentinos, norte-americanos, suecos, italianos, austríacos, chilenos, paraguaios e bolivianos", enumerou.

Apenas o Banco do Brasil liberou R$ 45 milhões em financiamentos, sendo R$ 25 milhões contratados durante a feira da indústria e mais R$ 20 milhões prospectados para fechamento ao longo dos próximos dias.

Já o BRDE, conforme o coordenador do Espaço de Divulgação no Estado Hélio de Paula e Silva, prospectou negócios da ordem de R$ 32 milhões. "

A Expo-MS Industrial foi muito boa para o BRDE, principalmente com a prospecção de projetos de longo prazo", disse, completando que foram realizados atendimentos nos diversos segmentos da indústria, tais como calçados, confecções, metalmecânico, alimentos, entre outros.

"Os projetos em sua maioria são voltados para a expansão das empresas, mediante a aquisição de equipamentos com taxa de juros fixos de 5,5% ao ano", informou.

Rodada de Negócios Com a rodada internacional de negócios, a Expo-MS Industrial 2010 movimentou R$ 37,5 milhões com a participação de 140 empresas oriundas do Brasil, Estados Unidos, Suécia, Áustria, Itália, Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai, além de 35 instituições.

Elas credenciaram-se para participar do ambiente de negociação, quando tiveram a oportunidade de manifestar o interesse em comprar ou vender produtos em reuniões de negócios simultâneas com duração média de 20 minutos, sendo que no total foram 238 agendas de negócios realizadas ao longo de dois dias.

Segundo o coordenador do Espaço de Divulgação do BRDE no Estado, Hélio de Paula e Silva, além de contatos institucionais com empresários sul-mato-grossenses, o banco também realizou contatos com os representantes da Província de Salta, na Argentina, e de Arica, no Chile, para a internacionalização de empresas brasileiras e investimentos de empresas dos países vizinhos no Estado.

O ambiente de realização e prospecção de negócios atraiu Carlos Caret, um dos diretores da EuroLatina AB, com sede em Estocolmo, na Suécia. "

Estávamos interessados em adquirir produtos orgânicos, como carnes de bovinos e aves, frutas, suco, algodão ecológico e madeira que cumpram as normas de importação da Europa", declarou.

O consultor de negócios Terry McAuliffe, que representou os Estados norte-americanos do Colorado, Nebraska e Iowa e a Associação de Parceiros da América, disse que a expectativa era trazer empresas americanas para o Estado e levar para os Estados Unidos produtos brasileiros.

"Vamos conhecemos as empresas sul-mato-grossenses para podermos realizar negócios em diversos setores", declarou, ressaltando que o maior interesse dele era com relação às empresas brasileiras.

A feira Nos cinco dias da feira da indústria também foram realizadas palestras com personalidades de renome nacional, capacitação empresarial e lançados dois pólos industriais nos municípios de Rio Verde (cerâmico) e Dourados (vestuário e têxtil), além do selo Moda MS pela modelo Ana Hickmann.

No caso do Pólo Cerâmico de Rio Verde, que está localizado no quilômetro 683 da BR-163 e tem área de 22,8 hectares, a Prefeitura doará terrenos na proporção de um emprego para cada 50 metros quadrados de área doada.

As indústrias instaladas terão atendimento prioritário dos serviços técnicos e tecnológicos do Senai, além de consultoria em melhoria da gestão do Sebrae. Também estão previstas linhas de crédito específicas para as empresas pelo Banco do Brasil.

Já o Ceprovest (Centro de Produção do Vestuário e Têxtil) de Dourados será construído no trevo da BR-163, no sentido Caarapó-Campo Grande, abrangendo 145.058 metros quadrados que poderá abrigar inicialmente 38 indústrias.

Com a parceria do Banco do Brasil, Sebrae, Fecomércio e Sinvesul, o pólo oferecerá, entre outros benefícios, a doação da área exclusivamente para a empresa na proporção de um emprego para cada 50 m² de área doada, além de isenção de IPTU por até 7 exercícios, isenção de ISSQN sobre a obra, terraplanagem, aterramento, infraestrutura básica para construção do barracão (pré-moldado) e isenção de taxas e/ou emolumentos referente ao projeto de construção, alvarás e habite-se, entre outros.

Na área das palestras, o jornalista Paulo Henrique Amorim falou sobre o cenário político-econômico e mercadológico, ressaltando que Mato Grosso do Sul passa por um processo acelerado de desenvolvimento industrial.

Já o economista Ricardo Amorim abordou o boom de consumo de massa e os jornalistas Eraldo Pereira falou do desenvolvimento industrial e Ricardo Voltolini destacou os desafios da sustentabilidade.

Durante a Expo-MS Industrial, o presidente da Fiems lançou o Selo da Moda de Mato Grosso do Sul junto com modelo e apresentadora Ana Hickmann, que vai ser a marca da produção do setor, que ganha cada vez mais projeção no país e no Mercosul. "

O setor é um dos que mais cresce em todo o Estado e conta com diferenciais importantes, como os incentivos e um parque tecnológico avançado e produtos de qualidade", assegurou Longen.

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