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Brasil

Exército reforça o combate à dengue

4 Fev 2010 - 09h14Por Dourados Agora

Soldados estão ajudando os agentes de saúde a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti

Nove bairros de Dourados concentram 40% dos casos de dengue
Soldados do Exército da 4ª Brigada da Cavalaria Mecanizada aderiram à campanha de combate à dengue e estão vistoriando residências, juntamente com os agentes de saúde. Esta parceria se repete todos os anos com o objetivo de unir esforços para eliminar criadouros do Aedes aegypti.
A força-tarefa de ontem foi concentrada no Jardim Izidro Pedrozo, local com maior número de notificações de casos de dengue.
Último levantamento divulgado pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica revela que foram registrados 35 casos de dengue, naquele bairro. O Jardim Flórida II está empatado, consagrando-se um dos bairros com maior número de infestação do mosquito.
Na vistoria de ontem, os agentes receberam reclamações dos moradores do Izidro Pedroso de que os focos da dengue estariam concentrados nos cemitérios municipais, próximo dali.
A dona de casa Maria Cavalcante foi uma das vítimas da doença. Ela se recuperou dos sintomas clássicos da dengue há uma semana e diz que tanto ela como os vizinhos cuidam dos seus quintais.
“As pessoas aqui da rua se reuniram para pedir colaboração, um ao outro, sobre os cuidados de manter o terreno limpo. Pelo que sei, todos estão cumprindo com a promessa, mesmo assim quatro pessoas da rua pegaram a doença”, disse ela.
Devido a reclamação dos moradores, agentes de saúde  e soldados do Exército se deslocaram para os cemitérios Bom Jesus e o Santo Antônio de Pádua, na Vila Industrial, bairro vizinho ao Izidro. Lá, eles encontraram muitos recipientes que serviam de criadouro para o mosquito, mas poucos concentravam água, devido o sol escaldante nos últimos dias.
“Os agentes detectaram apenas três vasilhames fixos nos túmulos com pequena quantidade de água, mas nenhum deles tinha focos da dengue”, disse o coordenador de Controle de Vetores, agente de saúde, Sebastião Marcondes. Ele frisa que a manutenção do cemitério é feito a cada 15 dias. “É um critério definido. Cemitérios, borracharias e ferros velhos são vistoriados duas vezes ao mês. As demais localidades, como residências, a cada 60 dias”, esclareceu.
Do cemitério foram retirados muitas garrafas pet de dois litros, plásticos que revestem ramalhetes e potes de flores que não têm o fundo perfurado. “Vasculhamos tudo. Qualquer tipo de objeto que serve de criadouro, sempre são retirados”, disse Sebastião Marcondes.
Um dos maiores problemas encontrados pelos agentes foi o grande número de vasos de plásticos esparramados pelo cemitério.
Muitos desses vasilhames já não tinham as flores de enfeite e eram o principal alvo para o mosquito depositar as larvas. Os soldados e os agentes encheram vários sacos de lixo com materiais plásticos que serviam de criadouro.
CASOS

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, além do Izidro Pedroso e Flórida II que ocupam o primeiro lugar em casos de infestação, outros sete bairros também concentram grande número de pessoas com dengue. Na sequência de infestação são eles: Jardim Clímax, 4º Plano, Vila Cachoeirinha, Jardim Piratininga, Novo Horizonte, Nova Dourados e Jardim Água Boa. Todos esses bairros representam 40% dos casos notificados em Dourados.

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