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Brasil

Ex-catadora quer explicação de Bernal sobre gastos de mais R$ 160 mil da indenização

18 Set 2013 - 10h47

“O senhor vai me ouvir, dr. Alcides. Por favor, acerta comigo. O senhor não me pagou, o senhor não acertou comigo doutor. Eu gostaria muito de acertar, eu tô doente. Eu preciso do meu tratamento, doutor”.

Dessa forma direta, a ex-catadora de papelão, Dilá Dirce de Souza, quer saber onde e como foi usado o dinheiro que teria sido sacado da sua conta na Justiça do MS, pelo seu ex-advogado, e hoje prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

Dona Dilá chegou a gravar um depoimento em apoio à candidatura de Alcides Bernal (PP) a prefeito de Campo Grande, mas agora se diz arrependida. O arrependimento bateu quando ela teve notícias de seu atual advogado, Rubens Pereira de Deus,sobre dos documentos contábeis do processo 1999.0023334-4, da 4ª Vara Cível de Campo Grande, que trazem altos valores que teriam sido sacados por Bernal, sem prestação de contas à ex-cliente.

Rubens Pereira, que foi ex-assessor de Bernal até a campanha de 2010, chegou a uma série de documentos que, segundo ele,comprovam os saques efetuados por Bernal, cujos valores mas nunca chegaram às mãos da ex-catadora, como ela própria confirmou ao Midiamax, mais de uma vez.

Segundo o advogado, os valores sem prestação de contas de Bernal desde 2001 somam quantias vultosas se atualizados pelos parâmetros da Justiça do MS, que é “correção monetária de acordo com a tabela do Tribunal de Justiça de São Paulo, e juros legais de 1% ao mês”.

“Hoje eu tenho aqui atualizado o valor do DPVAT, que na época era R$ 4.727,80, que a Dona Dilá nunca recebeu, um cheque era datado de 25 de abril de 2001. Esse valor atualizado com correção monetária e juro de 1% ao mês chega à cifra de R$ 26.560,00”, relata Rubens Pereira.

E prossegue:

- Teve um depósito judicial R$ 5.384,51, sacado no dia 8 de fevereiro de 2001. Esse valor também não foi prestado contas à Dona Dilá. Atualizado com correção e juros de 1% ao mês chega à cifra de R$ 30.788,00. E mais, de um depósito de R$ 30.885,00, do qual foi sacado R$ 20.439,00 em 21 de dezembro de 2001, também não foi prestado contas também à Dona Dilá”, conclui.

Somados e atualizados, os saques chegam a mais de R$ 163 mil. Um quantia fantástica para uma mulher doente, que vive com um salário mínimo mensal. Isso, fora os R$ 150 mil que a ex-catadora já tem assegurado como ‘indenização por dano moral’ e mais a sobra dos recursos do tratamento, não sacadas – e que ela desconheciapor mais de dez anos.

Caso o prefeito Alcides Bernal não apresente os recibos do suposto uso do dinheiro, “vai ser feito um pedido judicial de prestação de contas, inclusive com um pedido de condenação e pagamento daquilo que ele não comprovar”, garante o advogado.

O caso

Em julho de 1.999, a ex-catadora foi atropelada no lixão de Campo Grande por um caminhão de lixo da Vega Ambiental, que dava marcha à ré. Já no mês de setembro, o marido de Dilá chegou ao advogado Alcides Bernal, por intermédio de conhecidos.

Bernal assumiu o caso e prometeu conseguir indenização para os gastos médicos, pensão vitalícia e indenização moral para a ex-catadora. De fato conseguiu a pensão e pouco mais de R$ 25 mil para uma cirurgia reparadora de Dona Dilá, que tivera o quadril e o fêmur fortemente afetados.

A Vega Ambiental interpôs tantos recursos no processo, que a cabeça do fêmur de dona Dilá chegou a necrosar, e ela precisou implantar uma prótese. Contra os recursos infindáveis da Vega, Bernal agiu rapidamente e conseguiu derrubá-los, inclusive as tentativas de embargos na 2ª instância do Judiciário de Campo Grande.

Durante esse período, a Vega foi obrigada a depositar os valores descritos pelo advogado, e sacados por Bernal, segundo ele. E mais a quantia de R$ 54.600,00 por danos morais.

O problema é que, segundo conta Dona Dilá, ela não só não soube da existência dessa quantia, como nunca mais obteve informação do processo por parte de Bernal, mesmo procurando por ele durante anos seguidos.

O processo foi arquivado em 2009, e desarquivado apenas em abril de 2013, quando o seu atual advogado entrou em ação.

A reportagem solicitou uma entrevista com o prefeito Alcides Bernal para ouvi-lo sobre o assunto, e aguarda resposta de sua assessoria.

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