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EUA rejeitam disputa comercial, mas Brasil mantém retaliação

10 Mar 2010 - 05h15Por Folha Online

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Gary Locke, disse nesta terça-feira que não interessa ao seu país entrar em uma guerra de comércio com o Brasil, segundo informou o ministro brasileiro Miguel Jorge (Desenvolvimento).

Jorge se reuniu com Locke na manhã de hoje e, mais tarde, os dois participaram de almoço com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e com empresários dos dois países.

De acordo com o ministro, Locke não trouxe nenhuma proposta de negociação em relação à retaliação que deverá ser aplicada pelo Brasil aos EUA por conta dos subsídios norte-americanos ao algodão. Segundo o ministro brasileiro, a visita do secretário já estava marcada e ele não é o responsável por esse tipo de negociação.

Apesar da falta de propostas, Jorge respondeu ao colega norte-americano que o Brasil também não quer uma guerra comercial.

"Também não interessa ao Brasil, não interessa aos dois países. Realmente o caminho é a negociação. O que fazemos é negociar e estamos prontos para negociar na hora em que formos chamados", completou.

O ministro disse ainda que o Brasil não vai voltar atrás na decisão de retaliar sem uma proposta efetiva dos EUA. Ontem, o governo publicou uma lista com produtos cuja importação será sobretaxada a partir de 7 de abril caso os dois países não cheguem a acordo.

"Você compensa prejuízos pagando prejuízos, e não com apelo. Nós não podemos abrir mão de uma taxação porque os EUA foram condenados pela OMC [Organização Mundial do Comércio]. Nós estamos aplicando um direito, absolutamente correto", afirmou.

Preços

Jorge afastou a possibilidade de aumento de preços por conta da taxação. Segundo ele, não haverá reflexo no preço do pãozinho a elevação do imposto sobre o trigo porque os EUA são pequenos fornecedores do produto para o Brasil.

"É pura e exclusivamente uma especulação em cima de uma medida que deveria ser absolutamente inócua em relação ao preço. Como também o algodão, há outros mercados que podem fornecer algodão para o Brasil, como China e Índia. Não há impacto de preços", completou.

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