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EUA apelam na OMC contra vitória do Brasil sobre algodão

18 Out 2004 - 10h31
Os EUA apresentaram hoje uma apelação formal à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a ação apresentada pelo Brasil que defende a ilegalidade dos subsídios do país à produção e exportação de algodão.

A organização havia decidido em favor do Brasil no dia 18 de junho. O painel da OMC decidiu que os EUA quebraram as regras do comércio internacional ao subsidiar sua produção de algodão, reafirmando decisão tomada em abril de que a política americana de subsídios ao produto prejudica a produção brasileira.

A queixa do Brasil apresentada à OMC diz que os EUA conseguiram manter a posição de segundo maior produtor mundial de algodão e maior exportador devido aos subsídios de US$ 12,5 bilhões concedidos aos produtores americanos entre agosto de 1999 e julho de 2003.

Os EUA insistem que o custeio à produção dos fazendeiros americanos estão nos níveis permitidos e dizem os recursos destinados aos produtores não seriam subsídios pela definição da própria OMC. Portanto, não deveriam ser incluídos nos cálculos.

Já a OMC diz que alguns dos programas de crédito dos EUA para a produção de algodão --entre outros itens-- são subsídios à exportação porque são fornecidos a taxas que não cobrem os custos de manutenção do programa no longo prazo.

Segundo a decisão do painel, as ajudas aos produtores americanos causaram "sérios prejuízos aos interesses do Brasil" e os EUA deveriam remover os subsídios ilegais "sem demora".

O coordenador-geral de controvérsias do Itamaraty, Roberto Azevedo, disse no mês passado que, apesar da decisão da OMC ter sido totalmente favorável ao Brasil, o país ainda poderá sugerir algumas modificações no documento aproveitando a apelação por parte dos EUA. Com isso, ele espera garantir que não haja problemas de interpretação jurídica na hora de implementar a decisão.

"Não há nada do relatório que seja desfavorável. Mas gostaríamos de amarrar mais a interpretação que foi dada", afirmou Azevedo.
 
 
Folha Online

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