Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
domingo, 26 de setembro de 2021
Busca
Brasil

Estudo mostra que a violência sexual é mútua entre namorados

28 Jan 2011 - 13h14Por

Na violência entre casais, frequentemente, a mulher é a vítima, é o que mostra os trabalhos realizados por instituições governamentais e outras entidades que se debruçam sobre o estudo do tema.

Porém, quando essa violência é estratificada por idade, percebe-se que entre a faixa de jovens, de 15 a 19 anos, de ambos os sexos, desempenham o papel de agressor e de vítima ao mesmo tempo, como mostra pesquisa feita na Fiocruz Pernambuco.

Diferente da maioria dos estudos existentes, no qual a violência é pesquisada apenas tendo um dos sexos como agressor ou vítima, o estudo Perpetração da violência sexual entre namorados adolescentes em Recife – PE: prevalência, padrão de direcionalidade e fator de associação abordou a mutualidade da violência entre casais de namorados.

A pesquisa considerou como violência sexual ações que vão desde a insinuação, passando eplo toque forçado, até o estrupo. A violência sexual foi um ato assumido por 67,3% dos 290 jovens namorados que participaram do estudo, como já cometido por ambos os parceiros.

No entanto, quando as ações são praticadas apenas por um dos namorados, vê-se que, isoladamente, os rapazes agridem mais (23,7%) do que as garotas (9%).

Os dados também mostram que a violência praticada pelas adolescentes se dá de forma mais moderada (47,7%), caracterizando-se, por exemplo, no tocar o outro contra a sua vontade. Entre elas, 20,8% cometeram atos leves, como tentar beijar o rapaz quando ele não desejava.

O ato leve foi o mais relatado pelos garotos em relação às garotas (79,2%). Já a ameaça de manter relação sexual forçada – considerada como grau grave - foi mais representativa entre os adolescentes do sexo masculino, 73,7%, contra 15,8% do sexo feminino.

Fatores de risco

Além da prevalência (número de casos antigos e novos) e da direcionalidade, a pesquisa realizada pelo biomédico Eduardo Bezerra, no mestrado em saúde pública da Fiocruz Pernambuco, avaliou os fatores de risco existentes na violência entre namorados jovens.

“Identificamos que o risco de um casal cometer violência é duas vezes maior quando ambos os parceiros não têm religião. O risco também dobra quando o local onde a violência é praticada é a comunidade”. Ele ressalta que outras questões também contribuem para o crescimento do risco da violência.

Entre aqueles que já bateram no companheiro, o risco de voltar a cometer esse ato foi 2,5 vezes maior. Já ter transado é um fator de risco três vezes maior para a prática da violência, comparando-se com aqueles que ainda não iniciaram a vida sexual. Não houve significância da violência com relação à cor, entre os jovens casais.

Na pesquisa foram ouvidos 290 adolescentes de 15 a 19 anos, de 11 escolas do Recife. Ter ficado, namorado ou mantido relações sexuais eram condições exigidas para participar do estudo. O trabalho foi orientado pela pesquisadora do departamento de Saúde Coletiva, Maria Luiza Carvalho.

Ele faz parte de uma pesquisa maior que investiga a violência entre namorados em dez capitais do Brasil, coordenada pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves), da Fundação Oswaldo Cruz.(Agência Fiocruz de Notícias) 

Deixe seu Comentário

Leia Também

ROTA BIOCEÂNICA
Comissão mista homologa consórcio que vai construir ponte da Rota Bioceânica em MS
CASTELO DE AREIA
Idoso casa com prostituta 35 anos mais nova e flagra com outro
DOENÇA DO SÉCULO
Servidor público é encontrado pendurado em árvore
COVID-19
Ministra de Bolsonaro testa positivo para Covid e cancela agenda em Nova Andradina
ASSUSTADOR
Homem encontra boneca na parede com bilhete misterioso: "obrigada por me libertar"
VIDEOS VAZADOS
Torcedora do flamengo esquenta a web com vídeos íntimos
VOLTOU A SUBIR
Covid-19: Brasil registra em 24 horas 36.473 novos casos e 876 novas mortes
REVOLTANTE
Criança autista vítima de maus tratos é encontrada comendo fezes de cachorro para sobreviver
HOMICIDIO X SUICÍDIO
Marido mata esposa e tira própria vida; criança de 3 anos pede socorro a vizinho
NEGLIGÊNCIA
Criança de 2 anos ao volante mata prima de 3 anos atropelada