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Estande de MS é diferencial na Feira Nacional de Artesanato

1 Dez 2004 - 13h29

O estande de Mato Grosso do Sul na XV Feira Nacional de Artesanato (Mãos de Minas) realizada em Belo Horizonte (MG), foi um dos maiores sucessos do evento. No primeiro dia da feira, 23 de novembro, quando apenas lojistas do setor tiveram acesso, foram comercializados R$ 50 mil em peças.

O volume de vendas é, por exemplo, quase cinco vezes superior ao que foi comercializado pelos artesãos do Estado no seu estande durante os dez dias da 12ª Feira Internacional de Artesanato (Feiart), promovida em Curitiba (PR), entre os dias 30 de abril e 9 de maio deste ano.

Na Mãos de Minas, o estande do Estado teve 30 metros quadrados, onde 50 artesãos da Associação de Artesanato (Artems) e do Sindicato de Artesãos (Sinarte),  representando núcleos de artesanato dos municípios de Caarapó, Campo Grande, Corguinho, Coxim, Dourados, Jardim, Nova Alvorada do Sul, Pedro Gomes, Rio Brilhante, Rio Verde, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas, estiveram exibindo e comercializando suas peças. A iniciativa contou com o apoio do Sebrae/MS.

A técnica do Sebrae/MS e responsável pelo Projeto de Artesanato da entidade, Roberta Marca, que acompanhou a abertura da feira, destaca que o artesanato do Estado chamou a atenção de lojistas de vários estados do País, como Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, São Paulo e Ri de Janeiro.

“O artesanato de Mato Grosso do Sul foi o diferencial da feira. Enquanto os outros estandes tiveram uma comercialização pequena no primeiro dia, o do Estado estava sempre cheio. E pelas informações que temos o movimento continuou grande nos outros dias, inclusive com muitas peças já sendo encomendadas. Nossas peças em madeira e osso, osso e couro, fibras e cerâmica, foram as vedetes da Feira”, avalia.

Roberta credita esse resultado ao incentivo que os artesão do Estado vêm obtendo do Sebrae/MS através do Projeto de Artesanato, onde são incentivados a trabalhar com matérias-primas naturais e a se preocupar com o design das peças. “Isso foi o diferencial dos produtos do Estado em relação aos outros da feira”, comenta.

Segundo o consultor do Sebrae/MS, Fábio Lapuente, no trabalho com os artesãos a entidade foca principalmente na busca de uma identidade regional para as peças, utilizando como elementos de composição dos produtos as cidades históricas, a fauna e flora pantaneira e as etnias indígenas.

“Essa identidade das peças, somada com as características das matérias primas locais, como o osso, a madeira, a cerâmica e as fibras, e a preocupação com o acabamento final do produto, é o que confere ao nosso artesanato esse diferencial, e foi o que chamou a atenção na Mãos de Minas”, avalia.

Fábio lembra que só foi possível chegar a esses resultados, porque o Sebrae/MS tem promovido um trabalho de reciclagem com os artesão de Mato Grosso do Sul, feito através de consultorias com designers como Lars Diederichsen, Giulio Vinaccia e Eber Lopes Ferreira, do Programa Via Design e do Núcleo de Inovação e Design em Artesanato (NID-Artesanato) que resultou no desenvolvimento de novas linhas de produtos, com o objetivo de atender segmentos de mercados diferenciados.

A XV Feira Nacional de Artesanato terminou no domingo, dia 28 de novembro, e a caravana de artesãos deve retornar a Campo Grande nesta segunda-feira. A expectativa é que as vendas no estande tenham superando a marca dos R$ 100 mil, nos seis dias do evento.

 

 

Fátima News

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