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Estado possui 21% dos projetos de usinas em condução pelo BB

28 Ago 2007 - 16h09
Projetos sucroalcooleiros, em estruturação no Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, representam 21% dos projetos em condução pela instituição no País, ou seja, dos 14 estudos propostos, 3 estão localizados no Estado. A informação foi dada pelo gerente de divisão de agronegócio da diretoria comercial do banco, Sergio Carlos dos Santos, durante a palestra “Negócios Estruturados”, realizada nesta terça-feira (28), durante o Canasul 2007, realizado no Centro de Convenções Ruben Gil de Camillo na Capital.

     De acordo com o técnico da instituição, os investimentos nas operações estruturadas no setor sucroalcooleiro, em todo País, são da ordem de R$ 4,4 milhões. Os projetos sul-mato-grossenses somam R$ 830 milhões. No entanto, Santos destaca a dinâmica das plantas que serão instaladas no Estado.

     “Enquanto a carteira de operações estruturadas deverá ter capacidade instalada de moagem para 25 milhões de toneladas, as três usinas do Estado poderão moer 6 milhões de toneladas ano, o que evidência a alta produtividade da região em relação aos demais projetos nacionais”, destaca.

     Os dados apresentados pelo Banco, revelam que os três projetos do setor sucroalcooleiro no Estado estarão localizados em Maracaju, com investimentos de R$ 273 milhões e capacidade de 2 milhões de toneladas ano, e os demais em Dourados. Um deles será da ordem de R$ 227 milhões, com capacidade para 2 milhões de toneladas ano, o outro, terá recurso da ordem de R$ 330 milhões e capacidade de moagem de 2,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar ano.


     Soluções exclusivas para o setor
      Nas modalidades de atuação estruturadas, Santos revela que o Banco do Brasil pode operar as operações de “Project Finance”, “Corporate Finance”, “Operação Sindicalizada”, “Mercado de Capitais” e “Trade Finance”, atuando como Banco Estruturador do Projeto (Adviser), onde ocupa posição de líder nacional no segmento. Além destas opções, a instituição ainda oferece as modalidades de "banco líder" (Arranger), "agente financeiro" e "administrador de garantias", oferecendo serviços direcionados e exclusivos aos clientes do setor.


     “A vantagem do cliente em optar pelo serviço de banco estruturador no Banco do Brasil, é que além do papel de agente financeiro, nossa assessoria compreende o apoio a toda a cadeia de valor, ou seja, desde a parte agrícola, passando pela industrial e até a comercialização interna e externa”, conclui.

     Segundo dados do Bando do Brasil, a linha de FCO grande empresa, voltado ao setor, possui taxa de juros de 11,5% ao ano, com rebate com 15% de adimplência e carência, que dependendo do tamanho do projeto, pode chegar a 3 anos. Recentemente a linha teve seu teto de financiamento ampliado para R$ 100 milhões, o que deve ampliar ainda mais a atuação do banco nos projetos sucroalcooleiros.
 
Alexssandro Loyola

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