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Brasil

Escândalo faz Lula estudar sua ida a debate na TV Globo

26 Set 2006 - 09h42

Apesar dos sinais públicos de que evitaria debates no primeiro turno, a crise do dossiê levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a considerar seriamente a possibilidade de ir ao confronto entre presidenciáveis da TV Globo, marcado para depois de amanhã, no Rio de Janeiro. Segundo um integrante da cúpula da campanha, a possibilidades de Lula ir ao evento estava ontem em "70%". Na semana passada, era de "50%".

Se faltar, Lula será atacado pelos adversários, que ganharam munição com a tentativa de petistas de comprar um dossiê contra o candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra. Se comparecer, o presidente teria como rebater ataques: mostraria que não teme o escândalo do dossiê nem teria nada para esconder.

A Folha apurou que a campanha de Lula não chegou ainda aos "100%" de confirmação por três motivos. O principal é o temor de uma forte agressão da senadora Heloisa Helena (PSOL), que, na visão petista, seria capaz de um ato de forte constrangimento para Lula.

Segundo motivo: deixar aberta a possibilidade de desistir, se for conveniente para a estratégia de tentar vencer no primeiro turno (domingo).

Por último, a campanha do presidente avalia que uma negativa em cima da hora seria menos desgastante politicamente. Dizer sim agora fecharia a chance de recuo. Dizer não equivaleria a noticiário negativo antecipado, inclusive com a contrariedade da principal rede de TV do país.

Reconsideração – Um sinal de que cresceu a chance de o presidente ir ao debate foi o cancelamento de um evento amanhã. Lula teria assim mais tempo para se preparar. Na quinta-feira à noite, hora do debate, está previsto um comício de encerramento da campanha em São Bernardo do Campo (SP), mas Lula pode cancelá-lo na última hora.

Além de Lula e de Helena estão convidados os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Cristóvam Buarque (PDT). Só o petista ainda não confirmou sua presença. Auxiliares de Lula analisaram as declarações de Helena ao longo da campanha. Acham que ela poderia chamá-lo de "ladrão" ou dizer que "tem vontade de vomitar ou cuspir" nele, no PT e no governo federal. Simbolicamente, dizem os assessores, isso seria péssimo para a imagem presidencial.

Além do "fator Helena", um eventual desempenho ruim poderia elevar a chance de segundo turno. Mas Lula tem se mostrado confiante e avaliado que as regras não permitirão massacre. Outra vantagem de comparecer ao debate seria marcar diferença com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tucano como Alckmin. Lula poderia dizer ao candidato do PSDB que Fernando Henrique Cardoso se recusou a debater com os demais candidatos em 1998, mas ele não.

 

Folha Online

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