Menu
SADER_FULL
sábado, 15 de agosto de 2020
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ÁGUAS DE BONITO
Brasil

Erva-mate pode prevenir doença de Parkinson, diz estudo

10 Abr 2007 - 14h45
Uma boa notícia para os adeptos do chimarrão. Um estudo realizado por pesquisadores da Unesc (Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina), localizada em Criciúma, mostra que a utilização da erva-mate pode funcionar na prevenção e tratamento do mal de Parkinson.

A pesquisa foi coordenada pela doutora Luciane Costa Campos, do PPGCA (Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais) e os primeiros testes foram realizados em camundongos. Chamado "O efeito da administração aguda do extrato de Ilex paraguariensis St. Hilaire (Aqüifoliacea) em modelos animais da doença de Parkinson", o trabalho já foi aceito numa das mais importantes publicações científicas na área de fitoterapia, a revista inglesa Phytotherapy Research.

"É um estudo ainda premilinar, mas comprova que a erva-mate pode ser utilizada na prevenção e como coadjuvante no tratamento do Parkinson", afirma Luciane, explicando que para os testes em animais sua equipe extraiu o extrato da erva. "Usamos a folha e retiramos os princípios ativos do mate".

A planta é largamente cultivada na América do Sul, apresentando várias propriedades medicinais. Segundo a pesquisadora, foi examinada a atividade antiparkinsoniana do extrato hidroalcoólico da erva-mate a partir da indução de lesão cerebral em camundongos por MPTP, a toxina neural que reproduz os sintomas motores do Parkinson.

O resultado foi animador, pois as cobaias reagiram e apresentaram atividade antiparkinsoniana e antioxidante, com características diferentes em relação aos medicamentos convencionalmente usados no tratamento da doença.

Luciane, que coordena uma equipe de 15 pessoas entre doutores, professores e mestrandos em Criciúma, a doença de Parkinson é bastante comum entre a população idosa. "Os tratamentos existentes apenas aliviam os sintomas induzindo ainda vários efeitos adversos, o que reduz a qualidade de vida dos pacientes", informa.

A pesquisadora ressalta que a população do sul do Brasil, além do Uruguai, Argentina e Paraguai faz uso diário desta espécie no tradicional chimarrão. "A erva-mate poderá ganhar um papel importante na prevenção da doença de Parkinson e até mesmo como um tratamento complementar para esta condição", destaca.

A pesquisa é comemorada por fãs de chimarrão. O corretor de imóveis Leonardo José Ferraz, 54 anos, natural de Cruz Alta (RS) e radicado desde 1986 em Florianópolis, garante estar livre da doença. "Não vivo sem meu chimarrão e chego a tomar umas seis garrafas térmicas ao dia", diz. "Acho que estou imune ao mal de Parkinson".

Mas a pesquisadora alerta que apesar de comprovados os efeitos da erva nos camundongos, alguns testes e novos estudos devem ser realizados. "É algo preliminar no qual iremos nos aprofundar", acrescenta Luciane.

 

Redação Terra

Deixe seu Comentário

Leia Também

FAMOSIDADES
Anitta posta foto pelada e recebe comentário até de Miley Cirus
DOURADOS - UNIGRAN
Acadêmico de Fisioterapia da UNIGRAN tem trabalho publicado em revista de âmbito internacional
IRREGULARIDADES
Prefeitura contrata funerária para transportar pacientes vivos em MT
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Dono de Padaria de 78 anos estupra filha de funcionária de seu estabelecimento
HB20 SEDAN
Conheça mais o HB20 Sedan
BORA PRA BONITO - MS
Alguns passeios fantásticos para você fazer em Bonito (MS)! E dicas legais
100 RISCO
OMS minimiza risco de novo coronavírus entrar na cadeia alimentar
HORÓSCOPO DO DIA
HORÓSCOPO DO DIA: Veja a previsão de hoje 14/08/2020 para o seu signo
CARA DE PAU
Cliente põe o próprio cabelo em lanche e tenta não pagar. VEJA O VÍDEO
VIOLENCIA DOMESTICA
Veterinária é agredida por ex-namorado médico e diz que tem medo de dormir em casa