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Empresa começa a vender casa de plástico em 2007

6 Dez 2006 - 16h05

Não tem tijolo, cimento, areia nem pedra. Também dispensa alvenaria. Não, não se trata da música do compositor Toquinho, aquela que fala de uma tal casa que “não tinha teto, não tinha nada”. Mas de uma nova alternativa de material de construção feita à base de plástico. A aposta é de duas empresas que perceberam no filão popular de habitação um mercado promissor. De um lado está a MVC, fabricante de componentes plásticos para a indústria automobilística, aeronáutica, náutica, de infraestrutura e de construção civil, que está abrigada sob o guarda-chuva do grupo Marcopolo – um gigante da área de carrocerias de ônibus. Do outro está a tradicional construtora paulista Romeu Chap Chap, focada em imóveis residenciais e comerciais de médio e alto padrão. Juntas, as duas estão de olho no déficit habitacional, estimado em sete milhões de unidades, com 84% desse volume concentrado na população de baixa renda, que ganha até cinco salários mínimos. “Fomos desafiados pela Marcopolo a criar uma casa popular, tipo Lego”, conta Gilmar Lima, diretor-geral da MVC.

O grande atrativo do negócio está no preço e no prazo de entrega da obra. Para colocar uma casa popular em pé bastam apenas dez dias, contra oito meses, em média, que leva para entregar uma moradia convencional do mesmo tamanho. Uma casa de 34 metros quadrados custa em torno de R$ 23 mil, sem contar o terreno, o que representa um custo 8% menor que o de uma construção de alvenaria. O processo de produção explica essa diferença. A casa popular é feita como uma linha de montagem, a partir de lâminas em plástico resistente misturado com fibra de vidro, usado, por exemplo, na construção de aviões. O processo garante perda zero, já que não usa parafuso, água, alvenaria e nem precisa de pintura. Sem dizer que meia dúzia de operários dá conta do recado.

Tecnologia Lego: as casas feitas de plástico resistente, à base de fibra
de vidro, promete reduzir déficit habitacional

Na parceria, a MVC entra com o fornecimento da matéria-prima e a Chap Chap se encarrega da comercialização da CasaPrática, como está sendo chamada a nova tecnologia de construções populares. Inicialmente, a venda será feita diretamente a empresas de desenvolvimento urbano, responsáveis pela regularização de loteamentos. Além das moradias residenciais, o método serve para erguer escolas, postos de saúde, pousadas, entre outras construções. Antes de o processo ser homologado, a tecnologia passou por testes rigorosos de resistência acústica, ao fogo e até a furacão. A novidade atravessou fronteiras. Hoje, a MVC está exportando a tecnologia para outros países. Já colocou o produto em Angola, em parceria com uma construtora local, e está entrando na Venezuela e em algumas ilhas caribenhas. No caso do Caribe, a espessura da estrutura metálica é reforçada para conter a violência dos furacões, o que acaba encarecendo em 30% o preço do produto final. O próximo alvo são os Estados Unidos.

Para que o negócio dê certo, no entanto, é preciso de financiamento. Em princípio, a Caixa Econômica Federal está disposta a financiar casas populares com recursos do FGTS. Mas há outras formas de bancar o investimento. Romeu Chap Chap, dono da construtora, diz que o dinheiro pode vir de uma financiadora privada, como as Casas Bahia. Segundo ele, a nova tecnologia vai dar um grande avanço na questão do déficit habitacional. Mas é claro que o objetivo final dos parceiros é diversificar os negócios. “A margem de lucro com casas populares é pequena, mas dá para ganhar com a quantidade”, diz Chap Chap.

 

 

 

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