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Empregados em escolas particulares discutem reajuste amanhã

10 Mar 2011 - 09h26Por

Professores e funcionários de escolas particulares de Mato Grosso do Sul e os empregados no SESC, SENAC, SESI e SENAI reúnem-se com a classe patronal amanhã (10) para discutir a proposta de 15% reajuste salarial e de 20% para os pisos. Além disso, outros benefícios serão discutidos também nessa rodada de negociação, informa Ricardo Martinez Froes, presidente do SINTRAE/MS (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Mato Grosso do Sul.

Os 15% reivindicados, segundo Ricardo, são para vigorar a partir de março, data base das categorias e foram estabelecidos com base na estimativa da inflação acumulada no período (doze meses anteriores à data base, 1º de março), cuja previsão é de 6,59% (INPC) e 7,5% de crescimento econômico.

“Esse reajuste (15%) se justifica pelas circunstâncias do desenvolvimento econômico, pois o trabalhador, por dignidade, não pode ser alijado do desenvolvimento do qual ele participa ativamente com a sua produção”, afirmou Ricardo Froes. Para ele, a inflação é mero “repositor de perdas” e “não reflete a realidade ao pé da letra daquilo que o trabalhador vem perdendo ao longo dos anos”.

Para o Sintrae/MS, que abrange quase metade dos municípios de Mato Grosso do Sul, o trabalhador do ensino privado está sendo mal pago pelo setor. A entidade cita como exemplo, um professor com 40 horas semanais, no ensino fundamental, deve ganhar no mínimo R$ 1.281,00, pela Convenção atual. “Isso é uma miséria levando-se em conta o trabalho, a formação do aluno e outras atividades que não são computadas, como o trabalho que o professor desenvolve em casa, preparando aulas, corrigindo provas e trabalhos, e outras atividades. No final, são no mínimo mais 10 horas semanais de trabalho e isso não é pago pela escola. Daí a justificativa de usarmos o pesado termo: miséria”, desabafa o líder sindical.

O Sintrae/MS revela também que 70% das escolas particulares de Mato Grosso do Sul paga o mínimo, ou seja, o piso. Apenas algumas escolas pagam a mais (acima do piso), ainda assim não é pela valorização profissional é devido à concorrência que sofrem com as escolas públicas, uma vez que a política adotada pelo Estado é de valorização do ensino e dos profissionais que atuam nesse processo.

Nos últimos anos, segundo o sindicato, vários bons professores do setor privado abandonaram as escolas particulares e migraram para a pública. Ricardo Froes informa que o plano de saúde Cassems tem ajudado nessa migração. “É um diferencial de importância vital aos trabalhadores”, explica. E ainda, os docentes trabalham somente 32 horas das 40 contratadas, por conta o PL – Planejamento e atividades pertinentes fora de sala de aula. “Temos muito que conquistar no ensino privado. O patronato das escolas privadas precisam ver a educação como educação e não como objeto de lucro como se fosse gado no pasto”, afirmou Froes sobre a luta do sindicato em Mato Grosso do Sul.

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