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Brasil

Em MS, 14% das pessoas apresentam alguma deficiência

14 Jul 2006 - 10h53
Em Mato Grosso do Sul, 14% da população apresenta algum tipo de deficiência, segundo a presidente do Conselho Estadual da Pessoa Portadora de Deficiência, a advogada Tânia Regina Noronha Cunha. São pessoas que enfrentam dificuldades todos os dias e em praticamente todos os lugares.

Dos 500 ônibus que fazem o transporte coletivo em Campo Grande, apenas 77 são adaptados para o acesso de cadeirantes. Todos eles deveriam ter essa adaptação, segundo a promotora de Justiça da Cidadania, do Deficiente e do Idoso, Sara Ricarte.

Os problemas também estão nos terminais de ônibus. “Para o deficiente visual não tem pista tátil e nem indicativos em braile. No metrô em São Paulo (SP), em cada lugar que ele pára é anunciado. Aqui o deficiente visual precisa adivinhar”, diz Tânia, que é cega, assim como 6% da população do Estado.

Poucos elevadores, tanto em prédios públicos como em privados, possuem botões e avisos em braile. Até mesmo no prédio da Prefeitura de Campo Grande há problema: falta rampa de acesso para cadeirantes. “Tem apenas elevador. Se faltar luz, não tem como subir”, afirma a presidente do conselho.

No centro da cidade, lojas não têm acessibilidade para deficientes. Calçadas de toda a cidade possuem obstáculos, alguns intransponíveis para cadeirantes e todos são verdadeiras armadilhas para deficientes visuais. “Eu gostaria de colocar o dono de uma loja em uma cadeira de rodas, ou uma outra pessoa com os olhos vendados, para eles sentirem a dificuldade que vivemos todos os dias”.

O trânsito é outra dificuldade. Tânia diz que a travessia na esquina da rua 25 de Dezembro com a avenida Afonso Pena é difícil até mesmo para pessoas que não são deficientes, como idosos. “E tem um garoto que tem vai de cadeira de rodas para estudar na Unaes. Ele precisa fazer o trajeto no meio da rua porque não tem calçada para ele”, conta.

Com tantas dificuldades, muitas vezes o deficiente acaba “enclausurado” pela própria família. O acesso de deficientes foi tema hoje de uma audiência pública na Câmara de Campo Grande. A audiência foi uma proposição da vereadora Thaís Helena, que possui uma irmã cadeirante.

“Eu sei da dificuldade que o deficiente tem ao andar em Campo Grande”, diz a parlamentar. “As calçadas têm obstáculos. Existem degraus para entrar nas lojas. No shopping, a rampa de acesso não é coberta. Se chover, o cadeirante se molha. O cadeirante que chega de ônibus também não tem como entrar. Ele fica diante de uma imensa escadaria”, conta.

Segundo Thaís Helena, as dificuldades são agravadas pelo fato de que 82% dos deficientes estão abaixo da linha da pobreza. Para ela, a solução não está em criar novas leis. “Temos várias leis para os deficientes. É preciso que elas sejam cumpridas”, afirmou.

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