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Em 2008, 57,3% dos alunos concluíram o curso superior no país

27 Nov 2009 - 11h06Por G1

Do total de alunos que ingressaram nos cursos de graduação em 2005, somente 57,3% concluíram os estudos em 2008. O índice é o menor desde 2002, aponta o Censo de Educação Superior 2008, divulgado nesta sexta-feira (27), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).  

 

A taxa é calculada pela razão entre o número de estudantes que concluem o curso naquele determinado ano, no caso da pesquisa é 2008, e o de ingressantes quatro anos antes, explica o Inep.

 

“Metade ficou no caminho, ou seja, a cada dois que ingressaram, apenas um concluiu o curso”, comenta Carlos Monteiro, especialista em ensino superior. “Há os estudantes que, por necessidade de trabalhar, acabam alongando o período do curso e há também aqueles que desistem por desencanto. E isso não acontece só nas instituições particulares”, diz.

 

De acordo com o censo, a taxa de conclusão mais alta, de 67%, foi vista entre os alunos das instituições federais. Os universitários dos cursos estaduais e municipais vêm logo em seguida, com taxas de conclusão equivalentes a 64,3% e 61,2%, respectivamente, no período avaliado. No total, na média entre as públicas, 65% dos alunos que começaram o curso em 2005 se formaram no ano passado.

 

“Os estudantes que estão nas universidades públicas têm melhores condições financeiras. Conseguem terminar o curso em menos tempo”, avalia. Os alunos de universidades ou faculdades privadas tiveram média menor de conclusão em comparação à total, de 55,3%, no mesmo período avaliado.

 

Matrículas 
O número de matrículas na educação superior cresceu 10,6%, para 5.808 milhões no ano passado, considerando graduação presencial e à distância.

 

Somente na graduação presencial, houve aumento de 4,1% em 2008, e manteve o ritmo dos últimos dois anos, segundo o levantamento do Inep. A maior parte delas, 3,8 milhões, foi feita nas instituições privadas, que registraram aumento de 4,6% em comparação a 2007. Quanto às públicas, houve acréscimo de 2,7% no volume, para 1,2 milhões no ano passado.

 

“Esse número [variação de 10,6%] não é bom, está longe das metas do Plano Nacional de Educação”, avalia Monteiro. “Com aumento de 20% chegaríamos a um número mais robusto”, comenta.

 

Para que esse número cresça, é preciso que as instituições de ensino criem cursos diferenciados e que haja planos de financiamento em massa para aqueles que não tem condições de pagar os estudos. “Cerca de 10 milhões de jovens entre 18 e 24 anos hoje não têm condições de estudar”, diz. “Aumentar o ensino à distância e graduação tecnológica são outras necessidades”, cita. 

 

 

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