Menu
SADER_FULL
sexta, 25 de setembro de 2020
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ZANZI
Brasil

Educação é área estratégica para desenvolvimento do país

4 Out 2010 - 15h30Por Agência Brasil

Com o crescimento econômico vivido pelo país nos últimos anos, a importância da melhoria da qualidade da educação deixou de ser uma bandeira apenas das entidades da área. Um dos principais desafios que o próximo governo terá que enfrentar é a falta de mão de obra qualificada, que já é um problema e pode se tornar um entrave para o avanço de alguns setores.

“Agora que o Brasil terá um novo governo com mais quatro anos pela frente é o momento de pensar no que precisamos para o futuro.

Um país que tem ambições políticas, econômicas e mesmo de projeção internacional como o Brasil tem que contar com recursos humanos à altura disso”, aponta o coordenador de Educação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Paolo Fontani.

Ele cita, por exemplo, que apenas um em cada quatro brasileiros é considerado plenamente alfabetizado, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). O índice foi criado pelo Instituto Paulo Montenegro/Ibope para medir os níveis de domínio da leitura e da escrita entre a população.

A educação também foi apontada como área estratégica para impulsionar a produtividade, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A capacidade produtiva não depende apenas de trabalho e capital.

É fundamental que o país disponha de trabalho qualificado”, indica o relatório. O documento alerta que a produção depende da inovação, que por sua vez só pode ser atingida se houver qualificação.

Na avaliação de Fontani, o investimento principal tem que ser na qualidade do ensino, especialmente na educação básica.

Ele ressalta que o Brasil investe hoje perto de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) na área. O percentual está se aproximando dos patamares dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que têm uma média de 6%.

O coordenador lembra que países lideram os rankings educacionais dão prioridade orçamentária à educação há muito mais tempo do que o Brasil, que tem uma dívida maior a sanar.

Outra diferença está na comparação do investimento por aluno. Um estudante brasileiro do ensino fundamental custa ao ano US$ 1.315 contra a média de US$ 6.437 dos países da OCDE. No ensino médio, o valor é cinco vezes menor.

Junto com 25 entidades, a Unesco elaborou uma carta de compromissos que lista os principais desafios para educação com os quais o próximo governo deve se comprometer. Entre eles está a ampliação do investimento para 10% do PIB “gradualmente”.

“Os países ricos que investiram muito em educação hoje investem cerca de 6%. Mas aqui é preciso uma medida de choque para injetar o dinheiro necessário para que o Brasil passe a brigar com o que se investe nos outros países”, defende Fontani.

O representante da Unesco aponta o exemplo da Coreia, que investiu muito em educação para que a qualificação dos recursos humanos acompanhasse o desenvolvimento da indústria.

“O Brasil está se aventurando em terrenos como o pré-sal, que vai trabalhar com tecnologias de ponta e exigirá mão de obra para entender um nível diferente”, destaca

Deixe seu Comentário

Leia Também

Motorista registrou a travessia de uma jiboia na avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. FORA DO HABITAT
VÍDEO: motorista flagra jiboia cruzando pista de avenida no RJ: 'olha isso'
Só queria que me entendessem sem preconceito! PRECONCEITO
Jovem é expulso de casa ao assumir namoro com mulher trans
Yan e um comparsa renderam mãe e filha na rua CRIMINOSO
Bandido morto pela PM arrancou família de carro e agrediu mulher uma semana antes
O diesel não sofreu reajuste. + ALTA
Gasolina sobe 4% nas refinarias, anuncia Petrobras
O total de mortes causadas por covid-19 chega a 138.108, um acréscimo de 0,6% sobre a soma de segunda Saúde
Covid-19: Brasil tem 33,5 mil novos casos e 836 mortes em 24 horas
HERANÇA PORTUGUESA
A herança portuguesa na vida cotidiana do Brasil
Os beneficiários nascidos em janeiro  3,9 milhões de pessoas  poderão sacar AJUDA FINANCEIRA
Caixa paga nova parcela do auxílio emergencial para 5,6 milhões de pessoas
o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo PRESIDENTE NA ONU
Bolsonaro diz que brasileiros receberam mil dólares de auxílio
Imagem: Reprodução/Balanço Geral Londrina FUGA EM MASSA
Presos fogem de cadeia após surto de Covid-19
Material estava dentro de uma bexiga e enrolado com fita isolante PROFUNDEZAS DO CRIME
8 celulares e outros materiais são retirados do ânus de preso