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"É normal ouvir reclamação", diz funcionário de posto de saúde em CG

4 Fev 2010 - 16h25Por Valquíria Oriqui do Midia Max News

Um dos funcionários do posto de saúde do bairro Pioneiros, Diogo Rosa, assistente administrativo, afirma que é comum ouvir as pessoas reclamando da demora no atendimento, assim como por outros motivos também. “Já estou acostumado a ouvir as reclamações dessas pessoas. Tem algumas pessoas que ficam exaltadas sem motivos”.

No final da manhã de hoje (5), o Midiamax noticiou mais um caso de revolta da população com relação aos serviços prestados nos postos de saúde da Capital. Com a demora no atendimento, uma mulher de 54 anos ameaçou "dar um tiro" em um funcionário daquele posto. Diogo Rosa não presenciou o fato. Não estava trabalhando nesse horário.

Ele explica, entretanto, que na sexta-feira são liberadas para consultas três agendas com 16 vagas cada uma e que na segunda-feira já não há mais vagas. “As pessoas amanhecem na fila para agendar consultas pois são atendidas por ordem de chegada. A prioridade é para as pessoas hipertensas. Tem pessoas que querem ser atendidas umas três ou até quatro vezes no mês”.

São ao todo sete profissionais atendendo dentro do posto de saúde: dois ginecologistas, três clínicos gerais e dois pediatras, sendo que, um clínico geral está em um congresso e não tem previsão de retorno. O pediatra da parte da manhã não atende as terças e quintas-feiras e a médica pediátrica responsável pelo período matutino, está de férias e retorna ao trabalho dia 19 de fevereiro.

Outra dificuldade enfrentada no posto de saúde é com relação ao agendamento de exames de imagem. “Não temos vagas para exames de imagem. É muito difícil de conseguir marcar e as pessoas reclamam mesmo”, diz o atendente Diogo Rosa.

Irani Maria de Souza, 50 anos, conta que chegou na fila do posto às 4h30 para conseguir uma vaga para o marido ser atendido. “Das dez vagas que tinham eu consegui a última”, conta Irani insatisfeita com o serviço realizado dentro dos postos de saúde. Enquanto a equipe do Midiamax entrevistava Irani, o marido dela saiu dizendo que ia embora, pois, a médica atrasou para chegar e ele não podia mais esperar. “Fiquei na fila um tempão, cheguei aqui de madrugada e agora meu marido vai embora porque tem que trabalhar. Já briguei muito nos postos de saúde, hoje não perco mais meu tempo”, reclama Irani.

Insatisfeito e com o ar de revolta estampado no rosto, o marido de Irani deixa o posto de saúde com a seguinte frase: “Funcionário público não é mandado embora mesmo, por isso eles se acham no direito de deitar e rolar nas costas dos outros. Agora a lei é essa: olhou torto para o funcionário do posto, chama a polícia! Porque o prefeito não instala câmeras aqui para ver o que acontece de verdade?”.

Lia Pires Silveira, responsável pela gerência do posto durante essa semana, não quis comentar sobre a briga de hoje. “Não tenho autorização para falar e também eu não estava presente na hora da briga, não tem como eu falar sobre algo que eu não vi”, se defende a gerente.

 

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