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Brasil

Drogas contra a Aids podem conter vírus, diz estudo

5 Ago 2004 - 17h53
Um estudo feito em Taiwan revelou que dar drogas anti-retrovirais a pessoas infectadas com o HIV pode reduzir a transmissão do vírus.

Os pesquisadores da Universidade Nacional de Taiwan dizem que há forte evidência de que o tratamento é uma forma efetiva de controlar a epidemia.

Em 1977, Taiwan começou a oferecer, gratuitamente, drogas anti-retrovirais modernas, de grande eficácia, a portadores do vírus.

Os pesquisadores dizem que, desde então, os índices de infecção caíram pela metade.

Comportamento

Nesse meio tempo, a incidência de outras doenças transmitidas sexualmente, como gonorréia e sífilis, permaneceu constante.

Isso prova, dizem os pesquisadores, que é realmente a droga, e não uma mudança no comportamento das pessoas, que está causando a diferença.

Estudo após estudo mostra que drogas anti-retrovirais modernas mantêm portadores do HIV vivos, contendo os níveis do vírus no corpo do paciente.

Se isso também reduz a probabilidade de esses pacientes passarem o vírus a outras pessoas é uma questão que vem sendo debatida à exaustão pelos cientistas.

O novo estudo, mencionado no Journal of Infectious Diseases, oferece as evidências mais concretas já obtidas até agora.

Especialistas não vinculados ao estudo dizem que a pesquisa oferece mais uma razão para a introdução de drogas anti-retrovirais em países em desenvolvimento assim que possível.

Mas enfatizam que outras medidas de controle, como educação e distribuição gratuita de preservativos, são necessárias para uma redução do índice atual de novas infecções no mundo, que é de 5 milhões de pessoas por ano.

O editor do UK National Aids Manual, Keith Alcorn, disse: "Este estudo mostra que, em um país com uma epidemia relativamente pequena, introduzir logo o tratamento pode conter o alastramento do HIV".

"Resta saber se isso terá o mesmo efeito em países como a África do Sul, onde uma em cinco pessoas está infectada e onde o tratamento vai começar em um estágio mais avançado da epidemia".

"Os pontos importantes são garantir que o tratamento será iniciado rapidamente e oferecer todo o apoio de que as pessoas precisam para tomar seus remédios todos os dias", concluiu Alcorn.
 
 
Folha Online

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