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Brasil

Dormir pouco pode aumentar os riscos de depressão na adolescência

6 Set 2010 - 16h16Por Portal da Educação
É comum encontrar jovens com muitas atividades durante o dia e quase não ter tempo de descansar, e até mesmo, dormir direito. Uma descoberta colombiana pode ajudar os pais e tomar cuidados em um sintoma do filho que pode apresentar depressão: ir para cama tarde e não dormir.

De acordo com a pesquisa da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, a depressão é 24% mais comum em adolescentes que têm permissão para ir para a cama tarde que em jovens cujos pais exigem que se recolham mais cedo.

O resultado foi a análise de dados dos voluntários de dois tipos: aqueles que se deitavam muito tarde e dormiam, em média, sete horas e meia por noite. Para o grupo dos que se recolhiam mais cedo, oito horas e dez minutos, em média. A análise partiu da interpretação do “horário de dormir imposto pelos pais”, como o oposto de “contar horas de sono”, para descartar a possibilidade de que a depressão estava fazendo alguns jovens dormir menos, e não o contrário.

De acordo com a tutora do Portal Educação, psicóloga Denise Marcon, é possível notar que os adolescentes sentem mais sono do que as pessoas adultas. “Devemos levar em consideração ao analisar a questão do sono, que os adolescentes estão em fase de transformação e que gastam muita energia no seu dia a dia, exigindo deles novas adaptações devido às descobertas presentes na sua faixa etária”, completa Marcon.

Mas pesquisas que comprovam a ideia de que poucas horas de sono podem levar à depressão são inúmeras. Uma delas é da Universidade de Londres, onde indicou que crianças com insônia estão mais sujeitas a desenvolver o transtorno na adolescência. Outro estudo de cientistas de Pittsburgh mostrou que, o indicador biológico de recuperação, isto é, não sofrer de depressão, era o sono adequado.

De acordo com especialistas, a falta de ânimo e predisposição genética ou ambiental para a falta de sono pode apresentar um risco maior do que a depressão propriamente. Isso porque, experimentos realizados no Centro Médico Walter Reed do Exército e na Universidade da Califórnia em Berkeley, estão começando a esclarecer essa relação. Durante ressonâncias magnéticas, pessoas saudáveis, mas com privação de sono apresentou aumento de atividade na amígdala, órgão cerebral envolvido no processamento das emoções, e redução de atividade no córtex pré-frontal – as mesmas alterações observadas em pessoas deprimidas.

“Como os adolescentes sofrem muitas pressões na vida cotidiana ─ cada vez mais complicada ─, eles precisam de mais horas de sono que crianças ou adultos; assim, não dormir direito pode se transformar em um problema”, diz o psicólogo William D. Scott Killgore, da Escola de Medicina de
Harvard, do Hospital McLean.

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