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Brasil

Dólar fica abaixo de R$ 2,20 e Bovespa sobe quase 4%

29 Jun 2006 - 16h33

Foram muito bem-recebidos pelo mercado financeiro a decisão do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) de elevar a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para 5,25% ao ano, e o comunicado que se seguiu à reunião na qual a medida foi tomada. Às 16h, o dólar comercial recuava 2,11%, vendido a R$ 2,174, enquanto o risco-país tinha queda de 3,08%, aos 251 pontos. A Bovespa chegou a subir 3,89%, e no mesmo horário tinha elevação de 3,57%, aos 36.079 pontos.

"Agradou principalmente a passagem na qual a autoridade monetária menciona a desaceleração do crescimento da economia norte-americana", afirma o consultor financeiro e professor Ricardo Fontes. "Esse é o ponto-chave para a taxa de juros chegar ao equilíbrio", acrescenta Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez.

Logo no início da nota, o Fed diz: "Indicadores recentes sugerem que o crescimento econômico vem moderando-se em relação a seu ritmo bastante forte no início deste ano, em parte refletindo um desaquecimento gradual do mercado imobiliário e os efeitos retardados dos aumentos nas taxas de juros e nos preços da energia".

Depois, a instituição menciona que o núcleo dos índices de preços continuam em patamar elevado e que o risco de pressão inflacionária persiste.

"A extensão e o ritmo de ajustes adicionais que possam ser necessários dependerão da evolução do cenário tanto da inflação como do crescimento econômico, segundo as informações que chegarem. De qualquer modo, o comitê irá responder a mudanças nas perspectivas econômicas necessárias para apoiar a obtenção de tais resultados", termina o comunicado.

Para os analistas, essa nota foi mais neutra do que a do encontro anterior do comitê de política monetária do Fed --não houve sinalização de pausa no ciclo de altas mas também não se falou em riscos exacerbados de alta da inflação e conseqüentes aumentos de juros. No mês passado, tal possibilidade assustou os investidores e provocou forte nervosismo nas Bolsas de Valores do mundo inteiro.

Os especialistas agora apostam em mais um aumento da taxa de 0,25 ponto percentual em agosto e aí sim uma parada técnica, ou seja, pausa para avaliação dos efeitos da política adotada sobre a atividade econômica.

Indicadores

Indicadores econômicos divulgados pela manhã também são analisados.

O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA cresceu 5,6% no primeiro trimestre de 2006, o maior percentual em mais de dois anos. O número é uma revisão da estimativa de 5,3% divulgados há um mês pelo Departamento do Comércio dos EUA.

Saiu ainda o PIB brasileiro do primeiro trimestre do ano, que ficou em R$ 478,9 bilhões, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E a inflação em junho subiu para 0,75%, de acordo com o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Operadores dizem que a melhora da classificação de risco do Brasil pela agência Fitch Ratings ontem ainda anima os investidores, pois indica que o país tem forças para resistir a uma piora externa mais acentuada se o Fed continuar apertando a política monetária, porque os seus fundamentos econômicos são bons.

Folha Online

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