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Brasil

Dólar fecha em alta pelo terceiro dia seguido

13 Jan 2010 - 17h38Por Reuters

O dólar avançou pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, desviando do comportamento internacional das moedas diante de uma operação tardia do Banco Central (BC) e da contínua preocupação com a possível atuação do Fundo Soberano na compra de dólares. A moeda americana subiu 0,74%, para R$ 1,761 É a maior cotação de fechamento desde 22 de dezembro. No ano, o dólar exibe agora alta de 1,03%.

O mercado de câmbio começou o dia com volume relativamente pequeno, em linha com a queda do dólar diante das principais moedas e das divisas de perfil semelhante ao real. Na mínima, o dólar chegou a ser cotado a R$ 1,739.

Durante a tarde, no entanto, houve uma aceleração das compras, principalmente no mercado futuro, que passou a registrar um volume de quase 250 mil contratos às 16h30 (de Brasília).

O mercado à vista, de acordo com dados parciais da câmara de compensação (clearing) da BM&FBovespa teve volume pequeno em relação aos últimos dias, de cerca de US$ 1,3 bilhão no mesmo horário, ante US$ 2,7 bilhões na véspera.

Alguns profissionais de mercado comentaram que a alta poderia estar relacionada ao leilão de compra feito pelo BC, que ocorreu no fim do dia, diferentemente das últimas duas sessões.

Mas, de acordo com o operador Marcelo Oliveira, da corretora BGC Liquidez, o avanço do dólar também ocorreu em meio à preocupação do mercado com a possível atuação do Fundo Soberano do Brasil na compra de moeda estrangeira, paralelamente ao BC.

O gerente de câmbio de um banco nacional teve a mesma percepção, mas avalia que foi apenas um movimento pontual: "Foi um movimento de "trade". Quem estava vendido deu uma zerada."

Na última sexta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse em entrevista que não há um limite para as compras do fundo soberano brasileiro.

Dados do próprio BC mostraram nesta quarta-feira que a autoridade monetária tem adquirido dólares em um ambiente de fluxo negativo, reduzindo a posição comprada dos bancos de US$ 3,4 bilhões para US$ 1 bilhão, segundo uma estimativa do banco francês BNP Paribas.

O déficit cambial na primeira semana do mês foi de US$ 1,768 bilhão, segundo o BC. As compras liquidadas no mesmo período somaram US$ 783 milhões.

Analistas disseram na segunda-feira que, caso o governo compre mais dólares que o fluxo e deixe os bancos em posição vendida na moeda americana, é possível que isso alimente uma tendência de valorização do real.

Apesar do fluxo negativo na primeira semana de janeiro, o mercado aguarda a conclusão de algumas operações no mercado de capitais que podem trazer dólares para o país. Após as emissões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Votorantim e do BicBanco, o mercado espera o lançamento dos bônus de cinco e 10 anos do Banco do Brasil

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