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Brasil

Dólar fecha em alta, a R$ 1,78, após piora nos EUA

21 Jul 2010 - 16h30Por Folha Online

Depois de oscilar ao longo do dia, o mercado de câmbio doméstico fechou em alta nesta quarta-feira, influenciado pela virada na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). A piora do cenário nos Estados Unidos, após depoimento do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, puxou o mercado de ações brasileiro para baixo durante a tarde.

"O mercado estava sem notícias e o que fez reverter a tendência de alta na Bovespa e queda do dólar foi o posicionamento do Bernanke. Com uma notícia importante em um mercado de pouco volume, mexeu muito rápido", afirmou André Nunes, presidente do Grupo Fitta.

Nesse cenário, a taxa de câmbio atingiu R$ 1,784 nas últimas operações do dia, em um acréscimo de 0,56% sobre o fechamento de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,770 e R$ 1,786. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo caiu para R$ 1,90, 0,52% a menos que no dia anterior.

Ainda operando, a Bovespa tem valorização de 0,04%, aos 64.485 pontos. Nos Estados Unidos, o Dow Jones opera em queda de 1,20%.

Em testemunho preparado para apresentação ao Comitê Bancário do Senado, Bernanke afirmou que as perspectivas econômias no país continuam "atipicamente incertas". Ele disse, porém, que o banco central está pronto para adotar mais medidas para impulsionar o crescimento se for necessário.

Bernanke acrescentou que as autoridades do Fed acreditam que a economia norte-americana ainda está no caminho para a recuperação. "Embora a política fiscal e a reconstrução de estoques devam fornecer menos ímpeto para a recuperação do que nos trimestres passados, a maior demanda das famílias e dos empresários ajudará a sustentar o crescimento."

Mais cedo, as Bolsas dos EUA operavam em tendência indefinida, em meio a notícias distintas sobre o desempenho das companhias no segundo trimestre.Enquanto Apple, Coca-Cola e dois grandes bancos tiveram resultados acima do esperado, o balanço do Yahoo desapontou o mercado.

Por aqui, a alta nas ações de siderurgia e mineração, beneficiadas pela notícia de que a China poderia reduzir as medidas de aperto monetário, foi reduzida pela piora do cenário externo.

Além disso, hoje é dia de decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre o futuro da taxa básica de juros do país, a Selic, atualmente em 10,25% ao ano. As apostas do mercado se dividem entre alta de 0,5 ou 0,75 ponto percentual.

"A média no mercado é de alta de 0,75 e isso não mudou. O Banco Central tem atuado sempre validando a expectativa dos analistas", disse Nunes. Para ele, porém, a notícia não deve causar grande repercussão no mercado financeiro amanhã, já que a alta já foi precificada pelo mercado.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas fecharam em direções opostas.

No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista subiu para 10,85%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada ficou estável em 10,97%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu para 11,54%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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