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Dólar devolve "exagero" de ontem e fecha a R$ 1,72

21 Out 2009 - 17h11Por Folha Online

O mercado de câmbio devolveu boa parte da forte reação de ontem à medida do governo para taxar a entrada de capital estrangeiro no país. A nova taxa foi alvo de não poucas críticas tanto por agentes do setor financeiro quanto por membros do próprio governo, que acusaram o impacto limitado da medida sobre a formação da taxa.

Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,726 nas últimas operações desta quarta-feira, em queda de 1,08% sobre a cotação final de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,769 e R$ 1,723. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,830, em um decréscimo de 1,61%.

Ainda aberta, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em alta de 2,24%, aos 66.764 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,95 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,23%.

Os negócios mostram sinais de relativa "normalidade" no segundo dia após o anúncio da medida: a Bovespa retomou sua trajetória de alta, encostando nos 67 mil pontos, enquanto a taxa de câmbio voltou a oscilar em torno de R$ 1,72. Profissionais de mercado destacam o fluxo contínuo de recursos para o país, que não deve ser muito prejudicado pelo nova taxa, devido à perspectiva de ganhos tanto no segmento de renda fixa quanto variável.

"Não vejo que essa taxação possa ter muito efeito para melhorar a condição do exportador. Ganhos em inovação e competitividade são permanentes", declarou o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge.

O Banco Central realizou seu leilão diário de compra de moeda às 15h39 (hora de Brasília), adquirindo moeda por R$ 1,7240 (taxa de corte). O BC divulgou hoje que adquiriu US$ 5,97 bilhões somente neste mês (até o dia 16), chegando a US$ 24,11 bilhões desde o início do ano.

Os agentes financeiros operaram sob expectativa da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia a nova taxa básica de juros do país (referência para o custo dos empréstimos no setor bancário) após o fechamento das Bolsas de Valores. Economistas de bancos e corretoras esperam que o juro primário seja mantido em 8,75% ao ano.

Juros futuros

O mercado de juros futuros, que regula o custo do dinheiro nos bancos, rebaixou as taxas projetadas para operações de prazo mais longo. Esses juros regulam o custo de empréstimos nos bancos.

No contrato que aponta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista foi mantida em 8,67% ao ano; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada caiu de 10,44% para 10,37%. Essas taxas são preliminares e ainda podem sofrer ajustes.

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