Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
quarta, 22 de setembro de 2021
Busca
Brasil

Dólar atinge R$ 1,68 com nova ação do Banco Central

6 Jan 2011 - 17h24Por

As medidas mais recentes do governo para deter a desvalorização do câmbio tiveram efeito moderado sobre os preços da moeda americana.

A cotação máxima registrada hoje foi de R$ 1,694, cedendo para R$ 1,688 nas operações finais do dia. Esse valor representa um avanço de 0,77% sobre o fechamento de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,810 para venda e por R$ 1,640 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cede 0,35%, aos 70.840 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,79 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 0,33%.

O BC anunciou na manhã desta quinta uma série de medidas para conter a desvalorização da taxa de câmbio no mercado de moeda doméstico. Entre elas, a obrigatoriedade dos bancos em recolher, sob forma de depósito compulsório, uma parcela (60%) de suas posições "vendidas" (aposta financeira na queda das taxas). A estratégia é evitar que os bancos tomem dinheiro no exterior (a juros mais baixos) para aplicar no Brasil.

Em paralelo, a autoridade monetária não deixou de realizar seus habituais leilões diários para compra de moeda, sendo o primeiro às 12h20 (hora de Brasília) e o segundo, às 15h44. Como de praxe, não há informações imediatas sobre quanto dólares foram adquiridos nessas operações. No mês passado, a demanda mais forte do banco foi de US$ 360 milhões.

Embora as declarações do ministro Guido Mantega (Fazenda) na terça-feira tenham frustrado algumas parcelas do setor financeiro, pela ausência de iniciativas concretas para deter a depreciação da moeda americana, alguns já desconfiavam que o governo ainda poderia surpreender.

"O nível de R$ 1,650 [para a taxa cambial] é realmente muito desconfortável para o governo, que já mostrou isso em outras ocasiões", comenta Mário Paiva, analista da corretora BGC Liquidez, lembrando que o aumento do IOF (imposto sobre operações financeiras) para aplicações de estrangeiras coincidiu com esse nível de preços.

Paiva, a exemplo de outros profissionais do mercado, ele considerou apropriado o tamanho da intervenção do BC no mercado. "Eu acho que a medida tomada foi numa dosagem "branda". Vale dizer que o BC deu 90 dias para os bancos se ajustarem. Para mim, o mercado entendeu que o interesse do governo é manter o bom andamento da economia", acrescenta.

Crítico das iniciativas do BC para conter a queda das taxas cambiais, o diretor da corretora NGO, Sidnei Nehme qualifica a nova norma de "forte, pontual e certeira" em seu relatório diário sobre o mercado de moeda. Ele acredita que a autoridade monetária, "se entender necessário", pode estender a medida, forçando os bancos a reduzirem ainda mais suas posições "vendidas".

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas cederam moderamente nos contratos mais negociados.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada recuou de 11,67% ao ano para 11,66%; para janeiro de 2012, a taxa prevista foi mantida em 12,10%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada retrocedeu de 12,32% para 12,31%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Deixe seu Comentário

Leia Também

HOMICIDIO X SUICÍDIO
Marido mata esposa e tira própria vida; criança de 3 anos pede socorro a vizinho
NEGLIGÊNCIA
Criança de 2 anos ao volante mata prima de 3 anos atropelada
CARROS SEMINOVOS
Como fazer uma boa escolha de veículos seminovos
LUTO NA TV
Ator Luis Gustavo morre aos 87 anos, vítima de câncer
EM DECLINIO
Covid-19: Brasil registra 21,2 milhões de casos e 590,7 mil mortes
TSUNAMI NO BRASIL?
Brasil pode ser atingido por tsunami; entenda
SERPENTE
Rapaz de 18 anos é atacado por jararaca durante pescaria
TRIBUNAL DO CRIME
Traficantes enterram mulher viva para vingar denúncia
TEMPESTADE
Temporal derruba árvore sobre carros e deixa bairros no escuro
VOLTOU A SUBIR
Covid-19: ministério registra 34,4 mil casos e 643 mortes em 24 horas