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Brasil

Diretora-geral da OMS defende gestão da pandemia de gripe suína

18 Jan 2010 - 15h05Por Folha Online

 diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan, defendeu hoje a gestão que a instituição fez da pandemia de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)--, marcada pelas crescentes acusações sobre uma suposta conivência com a indústria farmacêutica.

Segundo Chan, "não haverá estimativas confiáveis sobre a taxa de mortalidade causada pela gripe A antes de um ou dois após o fim da pandemia".

Chan respondia assim às acusações de que a OMS, que em abril de 2009 declarou a primeira pandemia do século 21, alarmou excessivamente os governos e a população para promover a venda de vacinas e remédios contra esta doença, que finalmente foi considerada benigna. A indústria farmacêutica teria obtido lucros adicionais de US$ 10 bilhões graças às vacinas e remédios contra a gripe suína, segundo estimativas.

"O fato de as populações não terem se vacinado reflete que temos um grande desafio em matéria de comunicação, tal como convencer as pessoas para que adotem comportamentos saudáveis", insistiu a responsável da OMS.

Vários países ocidentais se encontraram com grandes reservas de vacinas inutilizadas e agora procuram vender os estoques. A Suíça, por exemplo, com menos de 8 milhões de habitantes, está tratando da pandemia com reservas de 13 milhões de dose da vacina que não foram utilizadas, mesma situação de outros países.

"A atitude dos governos de pedir à população para se vacinar foi uma medida prudente e conveniente. O problema foi a diferença entre nossas expectativas e o que de fato ocorreu", ressaltou Chan. A diretora assegurou que "quando for escrita a história sobre essa pandemia, os governos serão reconhecidos pela rapidez das ações para proteger suas populações".

Em vista das crescentes críticas à gestão da OMS sobre a pandemia, a organização anunciou semana passada que submeterá sua atuação a uma avaliação externa, mas não definiu quando nem como esse procedimento ocorrerá.

A crítica mais grave foi a moção apresentada pelo presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Wolfgang Wodarg, um médico epidemiologista alemão, para investigar se houve conflito de interesses entre a OMS e as farmacêuticas. Wodarg qualificou os fatos como "o maior escândalo médico do século", e acusou os laboratórios farmacêuticos de "terem organizado uma psicose".

E, o que é mais grave, Wodarg acusou a entidade de manter relações impróprias com essas empresas, ao afirmar que "um grupo de pessoas da OMS está associada de maneira muito estreita à indústria farmacêutica".

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