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Brasil

Dinheiro do dossiê é próximo problema para estrategistas

21 Set 2006 - 15h24
Depois de entregar a cabeça do chefe da campanha da reeleição, Ricardo Berzoini, o comando do PT prepara-se para enfrentar o próximo obstáculo na reta final das eleições: a revelação da origem dos cerca de 1,7 milhão de reais usados para comprar o chamado "dossiê Serra".

Essa é a peça que falta para completar o quebra-cabeças de uma operação ilegal que abriu uma crise a duas semanas da eleição, mas ainda não se refletiu nas pesquisas de intenção de voto, favoráveis à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A revelação da fonte pagadora deve recarregar a dramaticidade e o interesse pelo caso, mas até aqui a vantagem de Lula ainda não foi abalada", disse à Reuters um dirigente do PT que pediu para não ser identificado.

Segundo essa fonte, apesar das declarações confiantes do próprio Lula e de Marco Aurélio Garcia, o novo coordenador, a campanha espera uma oscilação negativa de Lula, dentro da margem de erro, nas pesquisas que serão divulgadas nesta quinta e na sexta-feira.

"Deve ser um recuo pequeno, talvez de apenas um ponto, mas bastante natural diante da alta exposição do caso no noticiário da TV", acrescentou a fonte. "Isso pode mudar, dependendo do impacto causado pelas notícias sobre a origem do dinheiro."

Desde segunda-feira, quando a imprensa divulgou depoimento do ex-policial Gedimar Passos, apontando para o envolvimento de Freud Godoy, então assessor pessoal de Lula, na compra do dossiê, o Jornal Nacional da TV Globo, programa de maior audiência da TV brasileira, transmitiu 42 minutos de notícias sobre o escândalo, segundo balanço do PT.

Pesquisa qualitativa feita sob encomenda do partido na terça-feira mostrou que a população se divide, mais ou menos igualmente, entre três opiniões sobre o escândalo.

"Um terço dos eleitores acha que o Lula sabia de tudo e que isso é coisa do PT, um terço acha que esse tipo de comportamento é normal em disputas eleitorais e um terço pensa que se trata de uma armação da direita para prejudicar o Lula", resumiu a fonte.

É para o terço intermediário, que considera esse comportamento normal entre políticos, que se dirige a estratégia adotada pelos lulistas. O presidente-candidato precisa isolar-se das acusações que pesam sobre os petistas, de três maneiras: condenando o crime, exigindo investigação e cortando as cabeças de auxiliares envolvidos.

Além disso, seguindo a estratégia traçada com seus auxiliares, Lula deve estimular a dúvida quanto à credibilidade de quem o acusa, sem negar a existência óbvia e documentada da ilegalidade.

É isso que Lula pretende quando pergunta, como fez em mensagem no programa eleitoral de terça-feira e repetiu hoje na TV Globo: "A quem interessa tumultuar as eleição quando todas as pesquisas apontam minha vitória?"

O comando lulista avalia que pode jogar com a credibilidade dos adversários porque o presidente-candidato saiu de um ano e meio de denúncias com a imagem preservada junto à maioria do eleitorado.

De acordo com as pesquisas à disposição do comitê de Lula, mais de 85 por cento dos eleitores declaravam que não mudariam de voto, índice de consolidação alcançado no último fim de semana. As pesquisa telefônicas diárias (trackings) da campanha não haviam detectado nenhum sinal de queda até quarta-feira, segundo a fonte.

 

Reuters

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