Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
sábado, 11 de julho de 2020
SADER_FULL
Busca
ÁGUAS DE BONITO
Brasil

Desmatamento causa avanço da malária no Brasil

17 Jun 2010 - 06h38Por Reuters
A devastação da Amazônia contribui com a proliferação de mosquitos e pode fazer com que aumente a incidência de malária, disseram pesquisadores dos Estados Unidos nesta quarta-feira.

Eles descobriram um aumento de 48 por cento nos casos de malária em um município brasileiro que havia perdido 4,2 por cento da sua cobertura vegetal nativa.

Essas conclusões, publicadas na revista Emerging Infectious Diseases, mostra uma correlação entre a derrubada de árvores, a proliferação dos mosquitos e a maior incidência de infecções em humanos.

"Parece que o desmatamento é um dos fatores ecológicos iniciais que podem desencadear uma epidemia de malária", disse Sarah Olson, da Universidade de Wisconsin, que participou do estudo.

Por telefone, o professor Jonathan Patz, coordenador do estudo, disse que "a política de conservação e a política de saúde pública são uma mesma coisa." "A forma como gerimos nossa paisagem e, nesse caso, a floresta tropical tem implicações para a saúde pública."

A malária, doença causada por um parasita transmitido por mosquitos, mata cerca de 860 mil pessoas por ano no planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil tem cerca de 500 mil casos anuais, em geral transmitidos pelo mosquito anófeles.

A equipe de Patz tem monitorado as alterações na população de mosquitos com relação à derrubada da floresta no Brasil e no Peru. O grupo examinou imagens de satélite indicando o desmatamento em um município amazônico, e correlacionou os dados a prontuários médicos com diagnósticos de malária. Mais de 15 mil casos detalhados foram documentados em 2006, às vezes com uso de GPS para apontar o local de residência do paciente.

As conclusões foram claras.

"Mostramos que uma mudança de 4,2 por cento no desmatamento, entre agosto de 1997 até agosto de 2001, está associada a um aumento de 48 por cento na incidência de malária", escreveram os pesquisadores.

"Paisagens alteradas pelos humanos fornecem um meio de habitats adequados para larvas dos mosquitos anófeles, o que inclui valas em estradas, represas, garimpos, galerias pluviais, sulcos (de pneus) de veículos, e áreas de desmatamento incompleto", disseram.

Outro possível fator é que alguns moradores montaram pesqueiros na região que, segundo Patz, não estão visíveis nas imagens por satélites, mas também podem servir como criadouros de mosquitos.

"Nossas conclusões são provavelmente generalizáveis para muitas partes da Amazônia, e avançam sobre nossos estudos entomológicos do passado na Amazônia peruana", acrescentou o cientista.

"Este estudo de epidemiologia ambiental mostra ainda mais que a política de conservação deveria ser um componente importante para qualquer esforço de controle da malária na região."

Deixe seu Comentário

Leia Também

VÍTIMAS DE COVID-19
Mãe de médico morre horas após o filho e dois dias após o pai, vítimas da covid
VÍTIMA DE COVID-19
Covid tira de cena um dos últimos montadores do carro brasileiro
CD TRIBUTO AO PADRE ZEZINHO
No ano em Padre Zezinho faz 79 anos, Manoel Caires lança seu primeiro CD 'Tributo ao Padre Zezinho'
PAGAMENTO DO AUXILIO
Confira o calendário para saque em dinheiro do auxílio emergencial
AUXILIO EMERGENCIAL
Governo vai liberar mais 1,5 milhão de auxílios. Saiba como reclamar se o seu for negado
NÚMEROS DA ÚLTIMAS 24H
Os números da covid-19 no Brasil, atualizados diariamente
RECUPERAÇÃO
Dinho Ouro Preto revela sequelas após covid-19, ele já teve gripe suína e dengue
SOS SAUDE
Em 24 horas, nove pessoas morrem em casa pela covid-19 sem atendimento médico
BORA PRA BONITO - MS???
Bonito (MS) irá operar com tarifa de baixa temporada até 18 de dezembro e descontos de até 60%
BONITO - MS - REABERTURA COM SEGURANÇA
Hotel Águas de Bonito te espera com toda segurança e responsabilidade, bora pra Bonito (MS)?