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Desigualdades raciais na área de saúde ainda persistem, critica professora

28 Out 2010 - 11h28Por Agência Brasil

Criada em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra ainda não conseguiu ser implementada em sua totalidade e muitos negros não a conhecem.

É o que afirma a professora da área de saúde da Universidade Federal da Bahia Rachel Souza.

Para ela, o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, comemorado ontem (27), tem o objetivo de mostrar à sociedade que as desigualdades raciais na área ainda persistem.

Rachel disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) não atende toda a população, especialmente os negros.

“Temos que lutar pelo direito à saúde, esse é um direito constitucional, temos que lutar para que essa política nacional, assim como o SUS, seja implementada efetivamente”, afirmou.

A professora ressaltou que as mulheres negras e seus filhos são a parcela da população que mais sofre com a falta de acesso ao sistema de saúde.

“Não há como dizer que todas as mulheres negras conhecem a política nacional, por isso o dia de mobilização para divulgar ainda mais a importância de incorporar essa discussão sobre o racismo e a discriminação no acesso à saúde”, disse ontem em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

No Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, movimentos sociais, em parceria com gestores municipais e estaduais promovem, em todo o país, rodas de conversa, seminários, caminhadas, encontros e atividades culturais.

Com o slogan Saúde da População Negra é Direito, é Lei – Racismo e Discriminação Fazem Mal à Saúde, a campanha de mobilização foi criada para informar a população negra sobre os seus direitos e ampliar o debate com a sociedade em geral.

A mobilização começou no dia 20 de outubro e segue até 20 de novembro. Mais de 40 cidades participam da agenda em todo o Brasil.

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