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Brasil

Deputados pedem punição para Avipal

3 Dez 2004 - 07h07
Dênes de Azevedo
 
 
A Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul anunciou ontem que vai pedir a Seprotur (Secretaria Estadual de Produção e Turismo) que cancele a concessão de incentivos fiscais à Avipal. A decisão foi anunciada pelo presidente da comissão, Paulo Corrêa (PL), após audiência pública para discutir o preço pago pela empresa a produtores de frango na região de Dourados. Também participou da audiência o deputado Zé Teixeira (PFL).
“Vamos estar chamando a empresa para conversar sério. Ela está escravizando o produtor, que não está conseguindo pagar nem a energia elétrica”, disse Corrêa. Participaram da audiência pelo menos 20 criadores de frango da região de Dourados, fornecedores da Avipal, representantes da Cadeia da Avicultura e técnicos. “Efetivamente o que se paga por frango, no município de Sidrolândia é muito além do que está sendo pago na grande Dourados pela Avipal”, completa o deputado.
Segundo Cláudio Pradella, avicultor e presidente do Sindicato Rural de Douradina, os preços pagos aos produtores pela Avipal varia de R$ 0,03 a, no máximo, R$ 0,15 por frango. Já em Sidrolandia, a Sadia chega a pagar a seus associados até R$ 0,40 por frango, segundo Pradella.
Ontem à tarde, ocorreu uma nova reunião entre os produtores e autoridades estaduais na Seprotur, inclusive com a presença do secretário Dagoberto Nogueira filho. Desta vez, gerentes da Avipal também participaram. “Avançamos bastante nas negociações”, disse ontem à tarde Pradela.
Segundo o Pradella, os gerentes da Avipal prometeram estudar a proposta dos produtores, que pedem um reajuste de preço do frango para R$ 0,40. Também foi marcada uma nova reunião para o dia 9, quando a empresa apresentará uma contra-proposta.
Ontem, o Diário MS tentou várias vezes falar com Nerci Flores, gerente da Avipal em Dourados para ouvir a versão da empresa sobre o problema. O gerente, que estava na capital, não atendeu ao telefone celular, durante a tarde.
Os avicultores deixaram satisfeitos as reuniões de ontem. “Demos um grande passo; certamente as coisas irão melhorar. Nós só queremos um acordo com a empresa para que possamos voltar a trabalhar com harmonia”, afirmou Pradella.
A denúncia do problema dos produtores foi formalizada na Assembléia pelo deputado José Teixeira, por Cláudio Pradella, Léo Brito, presidente da Famasul e Ademar silva Junior, superintendente da Indústria e Comércio da Seprotur.
A Avipal, que havia sido convidada a participar da audiência, não mandou nenhum representante.
A Avipal utiliza um sistema integrado de produção em Dourados. A empresa oferece o pintainho e os insumos e depois remunera o produtor pelo trabalho dele. Mas os produtores reclamam que ainda tem de pagar a conta de energia elétrica e outras despesas da produção.
 
 
Diário MS 

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