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Brasil

Deputado Moka é citado no escândalo das ambulâncias

24 Jul 2006 - 07h27
O deputado federal Waldemir Moka, presidente estadual do PMDB, é o segundo parlamentar de Mato Grosso do Sul citado no chamado “escândalo das ambulâncias”. O esquema de corrupção teria sido montado pela empresa Planam para venda de ambulâncias a preços superfaturados, com pagamento de propina a congressistas responsáveis pela apresentação das emendas.

O nome de Moka aparece em reportagem sobre a “máfia dos sanguessugas”, publicada na edição da revista “Veja” que chegou às bancas no fim de semana. O outro citado na mesma reportagem é o deputado federal João Grandão (PT), que tinha sido apontado, na semana passada, como um dos parlamentares beneficiados pelas propinas pagas pela Planam.

Tanto Moka quanto João Grandão teriam sido citados no depoimento que o empresário Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam, prestou à Justiça Federal em Cuiabá (MT).

Segundo “Veja”, Moka faz parte do quarteto que, segundo o depoimento de Luiz Vedoin, se envolveu diretamente com o esquema de corrupção montado pela Planam, sem levar, no final, a propina que pretendiam. Além dele, estariam no grupo os deputados Gilberto Nascimento (PMDB-SP), Luciano Castro (PL-RR) e Pastor Frankembergen (PTB-RR).

Citando o depoimento de Vedoin, a reportagem diz que os quatro apresentaram emendas para a compra de ambulâncias, acertaram com os donos da Planam o valor do suborno que embolsariam por elas, mas, por motivos diversos – alguns não conseguiram a liberação do dinheiro, por exemplo –, “ficaram a ver navios”.

A revista divulgou a relação de 112 congressistas e ex-parlamentares que teriam sido acusados por Luiz Antonio Vedoin, apontado pela Polícia Federal como chefe da máfia das ambulâncias, de participarem do esquema de venda de veículos superfaturados a prefeituras.

Segundo a revista, Luiz Antonio disse ter subornado 60 prefeitos de cidades do interior para que licitações para a compra de equipamentos médicos fossem vencidas por suas empresas. “Veja” divulgou a lista de prefeituras, mas nenhuma delas de Mato Grosso do Sul.

"Acho uma irresponsabilidade de quem vazou esses nomes. Essas pessoas foram referidas, mencionadas. Nem todos são acusados. Na terça-feira, vamos concluir a análise de todo o material de que dispomos. Aí sim poderemos identificar os que realmente serão acusados", disse o presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).

Entre os citados está o ex-ministro da Saúde do governo Lula, Humberto Costa, hoje candidato ao governo de Pernambuco pelo PT. Segundo a revista, Luiz Antonio e seu pai, Darci Vedoin, procuraram o então ministro Humberto Costa, em 2003, para que o governo pagasse suposta dívida no valor de R$ 8 milhões à Planam, principal empresa da quadrilha.
 
 
Diário MS

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