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Brasil

Dengue faz repelente virar artigo de 1ª necessidade em MS

4 Abr 2007 - 08h43

Um aumento de aproximadamente 500% nas vendas de repelentes contra o mosquito da dengue foi verificado nos últimos quatro meses em Campo Grande. A informação é de José Antônio Molina Ibanhez, gestor de varejo da maior rede de farmácias e drogarias do município. Com medo do mosquito transmissor da doença, há pessoas que já saem de casa usando o repelente.

Em todo o estado, já foram notificados mais de 61 mil casos de dengue. Só em Campo Grande, que vive uma epidemia da doença, são mais de 40 mil notificações.

“A população está mais preocupada em se proteger da dengue, já que o número de casos aumenta a cada dia. Antes, as pessoas só procuravam estes produtos quando iam pescar, visitar chácaras ou realizar atividades em lugares com muita vegetação. Agora usam repelentes até mesmo para ficar dentro de casa”, disse Ibanhez.

Das 65 lojas que compõem a rede de farmácias, 45 ficam em Campo Grande. As demais estão em outros municípios do estado, onde, segundo Molina, as vendas também aumentaram, mas em menor escala.

Repelente na aula - A constatação de que a prevenção à dengue é uma preocupação cada vez mais freqüente entre os campograndenses pode ser feita em uma visita ao campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Alunos de diversos cursos, como arquitetura e urbanismo, engenharia elétrica, pedagogia e letras, estão adotando o hábito de passar repelente no corpo antes de se dirigir às salas de aulas.

“Muita gente tem vindo para a aula usando repelente. Eu mesmo uso porque vários colegas que já tiveram dengue disseram que é terrível”, diz Igor Hide Oshita, de 21 anos, estudante do quinto ano do curso de arquitetura e urbanismo.

Segundo Rafael Siqueira Krama, de 22 anos, aluno da mesma turma, quase todos os colegas fazem o mesmo. “Às vezes dá até para sentir um cheiro de citronela aqui na sala”, conta, acrescentando que muitos comentam que usam o produto em casa também. “Passo repelente para vir para a universidade. Em casa nós temos hábito de usar incensos, o que já é suficiente para afastar os mosquitos.”

Estudante do terceiro ano do mesmo curso, Chiara Duarte, de 20 anos, conta que também aderiu ao repelente, e faz questão de mostrar que carrega um frasco dentro da bolsa, junto com objeto de uso constante, como, por exemplo, protetor solar, agenda, canetas, guarda-chuva etc. “A quantidade de mosquitos aqui assusta”, diz.

Muitos alunos atribuem o grande número de casos de dengue entre os acadêmicos da universidade às condições favoráveis do local para a proliferação do mosquito. Por exemplo, a reserva de mata nativa, a existência do Lago do Amor – lago artificial construído nos limites do campus –, além das poças de água das chuvas, que se formam nas lajes, calçadas e jardins dos prédios da UFMS.

Para o arquiteto e coordenador do curso de arquitetura e urbanismo, Gogliardo Maragno, “a situação chegou a tal ponto que não se trata mais de questões ambientais das edificações. As condições favoráveis para a proliferação do mosquito da dengue não são exclusividade do campus da universidade. Trata-se, na verdade, de um problema de saúde urbana”, avalia.

Velas - O maior volume de vendas não se restringiu apenas aos repelentes químicos. Segundo a farmacêutica Iracema Pupp de Almeida, que trabalha em uma farmácia de manipulação de Campo Grande, a procura pelo óleo de citronela já aumentou cerca de 70% e continua crescendo.

Ela explica que o óleo obtido de duas espécies de gramíneas, a Citronela do Ceilão (Cymbopogon Nardus) e a Citronela de Java (Cymbopogon Winterianus), tem forte aroma, semelhante ao do limão, e comprovada ação repelente de insetos.

“Estamos sempre renovando os pedidos de velas de citronela, mas de vez em quando falta no estoque da loja. A procura é grande, principalmente para prevenir a ocorrência do mosquito em ambientes domésticos.”

Além de entrar na composição de velas, o óleo de citronela pode ser encontrado em incensos, sprays, cremes e loções para a pele. “A vantagem é que é um produto natural, não venenoso, menos tóxico e que não causa tanta alergia quanto os repelentes químicos”, argumenta Iracema.

 

 

G1

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