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Demanda de empresas por crédito tem a maior alta em 17 meses

18 Mar 2010 - 10h39Por Agência Brasil
Pesquisa divulgada ontem (17) pela Serasa Experian indica que a demanda de empresas por crédito cresceu 11,4% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a entidade, essa é maior alta é 17 meses.

Para o economista, Luiz Rabi, da Serasa Experian, os dados refletem o desempenho da economia brasileira.

"É um sintoma do bom andamento da economia e um sinal de que as empresas estão buscando crédito não apenas para atender à demanda da economia e sim porque também estão mais confiantes nos seus negócios, tanto que estão investindo", destacou.

Calculado mensalmente, o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito mostra que no acumulado dos dois primeiros meses do ano a maior procura por crédito foi verificada nas regiões Nordeste (11,6%) e Centro-Oeste (10,3%).

"A Região Nordeste deve se destacar mais em 2010 por conta dos investimentos do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e das obras de infraestrutura", explicou Luiz Rabi.

Proprietário de uma indústria de médio porte que fornece equipamentos para a construção civil, o empresário Renato Farias, de Salvador, buscou um empréstimo para aumentar a produção e a capacidade de atender os clientes.

"Houve demanda dos consumidores, tivemos que produzir mais. Mas não foi apenas para isso que peguei o empréstimo, eu precisava manter o estoque e aumentar a produção de bens de consumo", afirmou.

Segundo o economista Luiz Rabi, o empresariado segue a tendência de Farias, que usou crédito para investir na sua indústria.

Dona de uma agência de design, a empresária Karen Santos, de São Paulo, recebeu uma oferta do gerente do banco para pegar um empréstimo e resolveu usar duas linhas: a de capital de giro e a do cheque especial.

"O gerente me ligou oferecendo [crédito] porque viu que eu estava movimentando bem a conta. Usei o dinheiro como capital de giro e aproveitei para investir em novos equipamentos".

A pesquisa da Serasa Experian aponta que as empresas como a de Karen, do setor de serviços, lideraram a procura pelo crédito.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, o crescimento nesse setor foi de 13,% em fevereiro, enquanto no comércio cresceu 10,6% e na indústria, 7,9%.

Luiz Rabi lembrou que o setor industrial é muito ligado ao de exportações, que ainda não se recuperou totalmente da crise financeira internacional. "Aquelas indústrias preocupadas em atender o mercado interno, bem como o comércio e setor de serviços, são as que vão ser mais privilegiadas nesse contexto", disse.

Outro dado do estudo é que na Região Norte a demanda das empresas por crédito foi 12,5% maior em fevereiro na comparação com igual mês de 2009.

"Para nós foi necessário porque eu precisava investir em mercadorias", contou a proprietária de uma loja de moda feminina de Belém, Fabrisia Almeida.

Segundo ela, o dinheiro também foi usado para construir a loja em um novo shopping da cidade. "Também precisei comprar equipamentos."

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