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Delegados de São Paulo “caçam” o servidor público “Betão”

8 Out 2004 - 14h39
 

Os policiais civis paulistas que estão em Campo Grande investigando os assassinatos de um empresário e de um geólogo cometidos, respectivamente, em Guarujá e em São Paulo, não têm previsão de retorno, segundo informou o delegado seccional de Santos, João Jorge Guerra Cortez, que comanda a equipe. De acordo com Guerra, os policiais estão ‘‘caçando’’ o servidor público Alberto Aparecido Rodrigues Nogueira, o “Betão”, que está com prisão decretada pela Justiça devido às suspeitas de envolvimento nos dois homicídios do empresário Antônio Ribeiro Filho e do geólogo húngaro Nicolau Ladislau Haraly.

Na Região Centro-Oeste, os policiais paulistas ainda tentam localizar e prender uma mulher, que também teria participado dos assassinatos. A suspeita reside na Capital sul-mato-grossense e esteve em Guarujá e em São Paulo por ocasião dos homicídios. Guerra não divulgou o seu nome. Mais três homens acusados de envolvimento nos crimes já estão presos. O agente policial da ativa Eduardo Minare Higa e o agente aposentado Ezaquiel Leite Furtado, ambos da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, foram capturados no Aeroporto de Congonhas, em 5 de agosto, horas após o empresário ser morto.

Os agentes estão recolhidos no Presídio da Polícia Civil de São Paulo, na Capital. O terceiro capturado é o policial militar Nélson Barbosa de Oliveira. Detido em 10 de setembro em Ponta Porã, ele foi encaminhado ao Comando Geral da PM daquele estado. O policial militar foi reconhecido por meio de foto como o autor dos tiros de pistola calibre 380 que mataram o geólogo. Os projéteis que atingiram essa vítima e o empresário foram disparados pela arma, segundo apurou o confronto balístico. Oliveira estava hospedado em Guarujá, quando Ribeiro foi morto.

Além de Guerra, estão em Campo Grande os delegados Rui Augusto Silva, de Guarujá, e Flávio Afonso da Costa, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), dois investigadores da Baixada Santista e vários do DHPP. Numerosa, a quadrilha envolvida nos homicídios está dividida em dois grupos. Um deles, praticamente desmantelado, é formado pelos executores. O outro, integrado pelos autores intelectuais e mandantes, só poderá ser atingido quando houver indícios suficientes que o vinculem à parte operária do bando. As informações são do jornal A Tribuna / Mídia Max.

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