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Delcídio e Enersul apresentam projeto para implantar luz no Pantanal

10 Mar 2010 - 10h26Por Fátima News com Assessoria

 O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) e o diretor de operações da Enersul, Edmir Bosso, apresentaram nesta terça-feira, 9 de março, a um grupo de produtores e membros da diretoria do Sindicato Rural de Corumbá o projeto para levar o Programa Luz Para Todos ao Pantanal.  A proposta é construir duas sub-estações, uma na região do Taquari e a outra no Buraco das Piranhas, de onde sairão linhas de transmissão de 138 kv  que levarão energia, através de rede física, a 1.680 pequenas, médias e grandes propriedades rurais do Nabileque, Paiaguás e da Nhecolândia. Os pescadores e a população ribeirinha, que vivem longe das áreas urbanas e das sedes das fazendas, vão ser atendidos através de um sistema fotovoltaico, que gera energia solar.

         O projeto, orçado em R$ 152 milhões, conta com o aval da Agência Nacional de Energia Elétrica-ANEEL e da Eletrobrás, que arcará com pelo menos 50 % do custo de implantação, utilizando recursos da Conta de Desenvolvimento Energético-CDE. A conta foi criada em 2002 pelo governo federal para universalizar a energia elétrica. O restante será bancado pelo Ministério das Minas e Energia e a Enersul.

         “Depois de um trabalho criterioso da Enersul, que mapeou todas as propriedades da região, e de um intenso esforço para convencer a Aneel e o Ministério das Minas e Energia sobre a importância de se concluir o Programa Luz para Todos em Mato Grosso do Sul, chegamos a uma solução que vai atender quem vive nos locais mais distantes do Pantanal, sem onerar os demais consumidores com o aumento das tarifas. Na semana que vem, em Brasília, vamos bater o martelo sobre a modelagem financeira do financiamento e anunciar oficialmente o início da execução dos serviços”, anunciou o senador. Na semana passada a proposta foi apresentada à direção da Aneel e da Eletrobrás, na sede do Ministério das Minas e Energia.

        

         Características

         O diretor Edmir Bosso disse que a Enersul está trabalhando no projeto há 3 anos.

         “Em 2006, iniciamos um levantamento georeferenciado do Pantanal, mapeando todas as pequenas, médias e grandes propriedades aonde ainda não chega energia. A partir desse trabalho elaboramos um projeto capaz de suprir a demanda da região nos próximos 15 anos. Tivemos o cuidado de traçar a linha de transmissão e o trajeto da rede de distribuição por caminhos já existentes, para evitar qualquer tipo de dano ao meio ambiente. Além disso, seguimos rigorosamente as regras do Ministério das Minas e Energia. A linha  de transmissão será de 138 kv, com redução para 34 kv, chegando ao consumidor final em sistema monofásico, como determina o Programa Luz para Todos”, explicou.

 

 

 

 

A cada 6 km, a rede terá uma chave de proteção, como na linha que abastece o Forte Coimbra, com o objetivo de ampliar a proteção e facilitar a manutenção. Além disso, os buracos onde serão implantadas as bases das torres vão ser preenchidos com areia, para aumentar a resistência e diminuir o risco de quedas.

 

Custo

Em função das características do terreno, alagado durante a maior parte do ano, e a distância entre as propriedades, o custo de implantação de energia no Pantanal será de R$ 92 mil por quilômetro, quinze vezes maior que a média de R$ 6 mil/km nas demais regiões do país.

“Esse era o maior impeditivo  que enfrentávamos para aprovar o projeto”, revelou o senador Delcídio.” Para se ter uma idéia, desde 2004, o Luz para Todos levou energia a 29.242 pequenas, médias e grandes propriedades rurais em Mato Grosso do Sul, a um custo total de R$ 242 milhões, e numa extensão de 14.200 km de rede. Trazer energia ao Pantanal exige a implantação de 4.780 km de rede, ao custo de R$ 152 milhões. Por isso foi difícil convencer os técnicos do governo a concordar com a empreitada, que só será possível porque a Eletrobrás topou o desafio. Alegamos que o programa, de largo alcance social e econômico,  já chegou a 90 % de Mato Grosso do Sul. Não seria justo deixar o Pantanal, um patrimônio não só do nosso estado,  mas de todo o Brasil, de fora desse benefício”, argumentou.

         De acordo com a direção da Enersul, com o equacionamento da questão financeira, na semana que vem, será possível iniciar os trabalhos ainda este ano, tão logo comece a estiagem na região pantaneira. A expectativa é de que todas as propriedades serão atendidas até o final do ano que vem.

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